Reflexão para o 16º DOMINGO DO TEMPO COMUM



Leituras: 
Jeremias 23, 1-6; 
Salmo 22 (23); 
Efésios 2, 13-18; 
Marcos 6, 30-34
 
Cristo deixou pastores instituídos para continuaram a guiar o seu povo, quer por prados e campinas verdejantes, quer por vales tenebrosos. Eles são chaves indispensáveis à vida e à missão da Igreja. A preparação e o cuidado desses pastores se faz cada dia mais exigente e de responsabilidade de todos.,
Existem tantos pobres e famintos, abandonados e sem carinho. A comunidade eclesial, que celebra o pastoreio de Jesus Cristo, não pode cruzar os braços nem fechar os olhos diante da situação de tantos e tantos sofredores, ovelhas sem pastor.
Pastor é quem tem responsabilidade pelo bem de outras pessoas. A atitude de Jesus lembra-nos que esta é a forma de ser de Deus, e também deve caracterizar a comunidade cristã.
No seguimento de Jesus, somos ovelhas e pastores, convocados a viver a “compaixão/sentir com” os pobres, a ser “pastores amorosos“, responsáveis pela sorte, pela vida, pela paz, pela felicidade dos irmãos e irmãs.
Jesus traz a paz a todos sem exceção. Porque vem da parte de Deus, e, nele, nós somos filhos de Deus. A divisão entre judeus e pagãos, crentes e não crentes, brancos e negros, homem e mulher ou qualquer outra posição não pode ser aceita por nós. Não tem lugar na comunidade eclesial. A comunidade é chamada a exercer o pastoreio de Jesus, ajudada e animada pelos pastores convocados e instituídos.
O convite de Jesus para ir a um lugar tranqüilo e descansar um pouco não é detalhe que destoa no Evangelho. Criemos em nossas comunidades espaços para o descanso, o lazer e a convivência prazerosa. A vida cristã não se reduz a preceitos, pecados, orações, devoções, abstinências, jejuns ou esmolas, mas proporciona também experiências fraternas na gratuidade, no aconchego, no convívio alegre e fraterno.
Jesus Cristo é a misericórdia de Deus que nos acompanha ao longo da vida e nos conduz à casa do Pai, para aí habitarmos eternamente.
Como rebanho, encontramo-nos no regaço de nosso Pastor para refazer as forças e ouvir sua Palavra. A celebração nos afasta da correria da missão e dos afazeres da vida, para permanecermos na intimidade do Senhor, experimentarmos o seu carinho e a sua gratuidade, e prosseguirmos mais animados em nossa caminhada pascal.
Somos tocados pelo seu olhar compassivo. Sua presença amorosa se faz sentir na comunidade de irmãos que juntos celebram o sacramento de sua Palavra, que ecoa do meio dos acontecimentos, da homilia, dos cantos e do silêncio. E, num diálogo de aliança e compromisso, respondemos professando nossa fé e suplicando, desejosos, que seu Reino venha logo.
Mas é no rito eucarístico que vivemos a plena comunhão da aliança com o Senhor. Agradecidos, oferecemos com Ele nossa vida ao Pai que nos brinda com a ceia, sacramento da entrega de seu Filho na cruz.
Na comunhão de sua aliança, deixemo-nos tomar de compaixão pela multidão faminta, sofrida e desesperançada ao nosso redor. Pela força do Espírito, como bons pastores, assumimos doar nossa vida para que o mundo tenha vida e alegria.

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