Reflexão para o Domingo de Pentecostes (27/05/2012)


Leituras: 
At 2, 1-11; Sl 103 (104) 
1Cor 12, 3b-7.12-13 ou Gl 5, 16-25 
Jo 20, 19-23 ou Jo 15, 26-27; 16,12-15.
“O amor de Deus foi derramado em nossos corações 
pelo seu Espírito que habita em nós, aleluia!”
           Com a celebração do Domingo de Pentecostes, encerram-se os cinquenta dias (em grego: Pentecostes) do tempo pascal. A primeira leitura nos mostra que a efusão do Espírito Santo, fruto do Mistério Pascal de Jesus, coincide com a festa judaica das semanas, e tinha esse nome pelo simbolismo numérico de plenitude (7semanas x7 dias= 49 dias; na antiguidade celebrava-se um dia depois; sendo considerado este dia o mais solene, 49+1= 50 dias!).
                 Em origem tratava-se de uma festa agrícola, de agradecimento a Deus pela colheita do trigo e da cevada. Por volta do I século esta festa adquire o sentido de celebração da aliança entre Deus e seu povo. Era uma festa muito sentida em Israel. Nessas ocasiões vinham judeus de várias localidades distantes de Jerusalém, em peregrinação. Muitas vezes chegavam pela época da Páscoa, e aí ficavam para celebrar, cinquenta dias depois, a festa das semanas. “Residiam em Jerusalém judeus piedosos procedentes de todas as nações que há debaixo do céu” (Primeira leitura). 
            Receber o Espírito Santo nesse dia de festa judaica dá um sentido novo à própria história precedente: se antes Deus havia firmado uma aliança com seu povo eleito, agora a nova aliança se dá com o novo Israel, isto é, a Igreja. A salvação agora é concedida por meio de Cristo a toda a humanidade, a toda raça, língua, povo e nação (cf. Ap 5, 9).
               O sentido mais profundo das imagens que esta leitura contém nos remete à Igreja, formada pelo primeiro núcleo apostólico, mas também pela Igreja formada por nós reunidos em assembleia. 
           A Igreja recebe o Espírito Santo, proveniente das entranhas do próprio Ressuscitado (cf. Evangelho), e se põe a falar em línguas: mais do que o milagre em si, a imagem do “falar em línguas”, nos coloca diante do mistério da comunicação. 
                Falar uma língua é externar o mais íntimo de nosso ser; aprender a falar uma língua estrangeira ou mesmo uma dicção, ou jeito de pronúncia, diferente daquela de nosso Estado de origem, é abrir-se ao outro, é superar o próprio ego, o próprio horizonte e descobrir o mistério da comunhão na diversidade: “realizai agora no coração dos fieis as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho” (Oração do Dia). 
              Também a imagem do corpo usada por Paulo na segunda leitura, ilustra bem essa dimensão da união na diversidade, do serviço em função do amor para com o outro: os membros são diversos, mas todos são animados pelo espírito presente no corpo. 
             As imagens do fogo e do vento são o cenário muitas vezes das teofanias divinas, isto é, da revelação de Deus ao seu povo. Também aqui, a presença desses elementos ligados à presença do Espírito de Deus (“No calor sois brisa/ Chama que crepita...” cf. Sequência de Pentecostes), nos põem diante do cenário da aliança: Deus quer por meio de seu Espírito, nos levar à verdade, à comunhão plena consigo: “Concedei-nos, ó Deus, que o Espírito Santo nos faça compreender melhor o mistério deste sacrifício e nos manifeste toda a verdade segundo a promessa do vosso Filho” (Oração sobre as oferendas). Afinal, “desde o nascimento da Igreja, é ele [O Espírito Santo] quem dá a todos os povos, o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé, a diversidade das raças e línguas” (Prefácio: o mistério de Pentecostes).

Fonte: www.nospassosdepaulo.com.br

Pe. Edson Rodrigues fará pregações em São Paulo em junho

           
          A convite da Paróquia Santo Antonio, Região Pastoral Santana, da Arquidiocese de São Paulo, o Pe. Edson viaja neste sábado (26/05) com compromissos agendados para pregações na Trezena de Santo Antônio. O convite partiu do Pe. Geremias Gomes dos Santos, pároco local, e motivado pela festa celebrada ano passado, onde o Pe. Edson teve grande atuação nas pregações e animação litúrgica.
          A festa será aberta pelo Padre na próxima sexta, dia 1º, e vai até o dia 13, com procissão e missa de encerramento. 
           O material a ser utilizado na festa foi também elaborado pelo Pe. Edson. Como parte dos conteúdos do livreto litúrgico constam elementos de doutrina e catequese, fazendo menção ao fato de 2012 ser o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI.

Disco novo

        Além das festividades de Santo Antonio e outros compromissos pastorais, Pe. Edson irá a São Paulo para produção e encaminhamentos finais do seu mais novo CD "Deus me ouviu por Jesus", trabalho com 14 canções inéditas e com lançamento previsto para o mês de agosto deste ano. É aguardar e conferir.

Eleito novo Conselho Presbiteral da Diocese de Pesqueira

          

          Na manhã de hoje (24/05), aconteceu a reunião do Clero Diocesano de Pesqueira, sob a presidência de Dom José Luiz Ferreira Salles, novo bispo. A primeira parte do encontro foi dedica à eleição do novo Conselho Presbiteral. Foram eleitos 9 membros titulares e dois suplentes. Porém, o Conselho ficou formado por 13 padres visto que, de acordo com o regimento, são membros natos do Conselho: o  Vigário Geral, o Reitor do Seminário, o Coordenador de Pastoral e o Representante do Clero junto ao Regional Nordeste 2.
          Assim sendo, ficou constituído o novo Conselho Presbiteral de Pesqueira para um exercício com vigência de 2 anos os seguintes sacerdotes:
1. Pe. Eduardo de Freitas Valença - Vigário Geral
2. Pe. Marconni Barbosa - Representante do Clero e Adm. da Catedral
3. Pe. Luiz Benevaldo dos Santos - Reitor do Seminário Propedêutico
4. Pe. Samuel Briano - Coord. da Pastoral  e Adm. de S. Sebastião - Jataúba
5. Pe. Adilson Simões - CEDEC - Santuário da Divina Misericórdia
6. Pe. Pedro Monteiro dos Santos - Pároco N. Sra. da Conceição - Sertânia
7. Pe. Adeildo Sebastião Ferreira - Pároco de N. Sra.do Livramento - Arcoverde
8. Pe. Fábio Pereira dos Santos - Adm. de São José - Venturosa
9. Pe. Marcílio Dimas dos Santos - Adm. de São Geraldo - Arcoverde
10. Pe. José Luiz Gomes da Silva - Adm. de São Cristovão - Arcoverde
11. Pe. Danilo Soares de Souza -- Adm. de São José - Brejo da Madre de Deus
12. Pe. Ronaldo Bernardo de Lima - Adm. São Pedro - Belo Jardim
13. Frei Francisco (Fr. Chico) - Convento São Francisco - Pesqueira

Suplentes
1. Pe. Eliseu Francisco dos Santos - Adm. Serra dos Ventos - Belo Jardim
2. Pe. Paulo Cesar do Nascimento - Adm. N. Sra. do Carmo - Pesqueira

Evangelho do dia e reflexão (23/05/2012)


Evangelho - Jo 17,11b-19

Naquele tempo: Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: "Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura. Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, 
a fim de que eles também sejam consagrados na verdade".

Reflexão
Jesus, antes de partir, ora ao Pai por todos nós. Ele sabe que todos nós precisamos da graça divina para permanecer fiéis a Deus. Os valores que nós acreditamos não são os valores do mundo, e o mundo nos odeia porque não acreditamos nos seus valores. Os nossos valores atrapalham os interesses de quem é deste mundo, pois este mundo é marcado pelo egoísmo, pelo ódio, pela mentira e pela morte, enquanto que nós pregamos o amor, a solidariedade, a verdade e a vida em abundância. Nós não devemos fugir dos desafios do mundo, mas sim transformar o mundo através dos valores que acreditamos.

Clero de Pesqueira e novo Bispo se encontram para eleição do Conselho Presbiteral

         
           Acontecerá amanhã (24/06) o primeiro encontro oficial do Clero da Diocese de Pesqueira com Dom José Luiz, o novo Bispo. A reunião terá início a partir das 8h30 com a Oração das Laudes na Capela do Seminário São José. Em seguida, o Clero se dirigirá à sua sala para encaminhamento da pauta. 
        Dentre os diversos assuntos previstos, um deles merecerá destaque e atenção especial de todos os sacerdotes presentes:  será a eleição do novo Conselho Presbiteral.. 

O que é o Conselho Presbiteral?

         Trata-se de um grupo de onze padres ( nove titulares e dois suplentes) eleitos pelo voto secreto do Clero. Os Conselheiros eleitos tem a função específica de auxiliar o Bispo Diocesano nos assuntos referentes à vida da Diocese em âmbito pastoral e/ou administrativo. O número de conselheiros varia de uma Diocese pra outra, de acordo com as suas necessidades e o seu tamanho.
        Com a transferência de Dom Francisco Biasin para o Rio de Janeiro, o antigo Conselho Presbiteral perdeu sua vigência. Faziam parte dele os seguintes padres: Titulares: Frei Francisco Gonçalves (hoje não mais residente na Diocese), Pe. Eduardo Valença,. Pe. Fábio dos Santos, Pe, José Maria (há 30 dias falecido), Pe. Cazuza, Pe. Júlio Miguel ( também hoje não mais residente na Diocese), Pe. Marconni, Pe. Pedro Francisco, Pe. Ronaldo Bernardo e Pe. Adilson Simões. 
Suplentes: Pe. Júnior e Pe. Samuel Briano.

Compromissos do Bispo para o final do mês

           A agenda de Dom José Luiz segue intensa neste mês com a visita a todas as Paróquias da Diocese, bem como encontro com todas as instâncias pastorais e administrativas. Tendo já passado pelas demais paróquias, até o final do mês de maio Dom José deverá ainda visitar Sertânia, Belo Jardim (N. Sra. da Saúde), Venturosa, Arcoverde (São Cristovão), Poção, Pedra e Jataúba.

Evangelho do dia e reflexão (22/052012)

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo 
segundo João 17,1-11a

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: "Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste. Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti". 
Palavra da Salvação.

REFLEXÃO

Antes de partir para junto do Pai, Jesus reza por todos nós e o Evangelho de São João registra essa oração que ficou conhecida como Oração Sacerdotal de Jesus. Jesus inicia esta oração rezando por si mesmo, uma vez que ele sabe que a paixão está chegando e que deve estar preparado para sofrer. Em seguida, Jesus diz ao Pai que cumpriu a missão que lhe foi confiada,de modo que o Nome de Deus foi manifestado aos homens sendo que sua mensagem foi acolhida e muitos reconheceram-no como o enviado do Pai para, em seguida, rezar por todos os que creram em suas palavras.

Fonte: Liturgia da CNBB

Frei Damião será celebrado em festa tradicional no Nordeste

 Começará na próxima semana, a 15ª edição da tradicional festa de Frei Damião de Bozzano. De 24 a 27 e 31 de maio, o Convento São Félix de Cantalice, sob os cuidados da Ordem dos Capuchinhos, localizado no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, promoverá missas, procissão, louvores e bençãos. A programação foi divulgada, ontem, em coletiva à Imprensa.
No primeiro dia dos festejos acontecerá uma missa, às 19h, de abertura na Igreja Matriz do Pina e, em seguida, procissão luminosa com o Santíssimo Sacramento até o Convento de São Félix.
No próximo dia 25, além da realização de missas e de atendimentos às confissões haverá um louvor, às 19h, com a participação do frei Damião da Silva e banda Guerreiros da Fé. 
No dia 26, às 17h, ocorrerá a missa da vigília de Pentecostes. 
No dia seguinte (27), está marcado para ser o ponto mais alto da programação, por causa da sessão de encerramento do processo de beatificação e canonização de Frei Damião. A solenidade será presidida pelo arcebispo de Recife e Olinda, dom Fernando Saburido. 
No próximo dia 31, durante à tarde, será a vez da adoração ao Santíssimo Sacramento. “Estamos encerrando a fase diocesana do processo que foi iniciada em 2003. É um trabalho intenso que requer cuidados. Possui várias etapas com a reunião de diversos documentos e materiais sobre a vida de frei Damião. Foram ouvidas, oficialmente, cerca de 45 pessoas que puderam atestar, principalmente, as virtudes de fé dele. Estamos enviando o documento para Roma no próximo mês. A previsão de análise do pedido pela Santa Sé deve durar dois anos”, explicou o postulador, espécie de advogado da causa, frei Jociel Gomes.
Uma novidade que poderá ser conferida a partir de hoje, é o site www.freidamiao.com.br onde os fiéis terão a oportunidade de ler a biografia, ter acesso às orações, informações sobre voluntariado, entre outras.
Fonte: Folha de Pernambuco

Igreja no Brasil começa a preparar o Mês da Bíblia 2012


A Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB definiu que, no Mês da Bíblia dos próximos quatro anos (2012-2105), serão estudados os evangelhos de Marcos (2012), Lucas (2013) e Mateus (2014), conforme a sequência do Ano Litúrgico, completando com o estudo de João em 2015.
No Mês da Bíblia deste ano de 2012, será estudado o evangelho de Marcos a partir do tema “Discípulos Missionários a partir do evangelho de Marcos” e do Lema “Coragem! Levanta-te, ele te chama!” (Mc 10,49).
O material – livro para aprofundamento e círculos bíblicos- já está pronto e poderá ser adquirido nas Edições CNBB: vendas@edicoes.cnbb.com.br .

Fonte: www.cnbb.org.br

CANÇÃO-MENSAGEM

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POR OCASIÃO DA PROXIMIDADE DA FESTA DE CORPUS CHRISTI, LEMBRO ESTA CANÇÃO QUE FIZ O CONGRESSO EUCARÍSTICO JOVEM REALIZADO EM ARCOVERDE HA ANOS PASSADOS. 
QUEM SABE, CANTA E RECORDA. QUEM NÃO A CONHECE, ESCUTA, APRENDE E DIVULGA.

Reflexão para a Solenidade da Ascensão do Senhor (20/05/2012)


Leituras 

LEITURA 1- At 1,1-11
         No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, até ao dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruçðes pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. Foi a eles que Jesus se mostrou vivo depois da sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus. Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: 'Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias''. Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: 'Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?' Jesus respondeu: 'Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até os confins da terra'. Depois de dizer isto, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não mais podiam vê-lo. Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: 'Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu'. Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 46 (47)
R. Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

Povos todos do universo, batei palmas,*
gritai a Deus aclamações de alegria!
Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,*
o soberano que domina toda a terra.R.


Por entre aclamações Deus se elevou,*
o Senhor subiu ao toque da trombeta.
Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,*
salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!R.


Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,*
ao som da harpa acompanhai os seus louvores!
Deus reina sobre todas as nações,*
está sentado no seu trono glorioso.R.

LEITURA II - Ef 1,17-23
Irmãos: O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente. Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal. Palavra do Senhor.

EVANGELHO - Me 16,15-20
Naquele tempo:Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: 'Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados'. Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam. Palavra da Salvação.

REFLETINDO

O evangelho de hoje é quase um resumo dos Atos dos Apóstolos. O Cristo glorioso confia aos apóstolos a missão e já prediz aquilo que o livro dos Atos descreve com relação a essa missão: o poder de Cristo acompanha seus discípulos na pregação. O texto insiste mais nos sinais que acompanham a palavra do que no conteúdo da mesma palavra. 
“Deus estava com eles”. O Senhor glorioso, estabelecido no “poder”, dá uma força incrível aos que pregam o seu “nome” (16,17b; cf. At 3). Isso continua verdade ainda hoje. A evangelização hoje é acompanhada por sinais que causam tanta admiração quanto os “milagres” descritos em Mc 16,17-18: - pessoas que conseguem livrar–se do vício, do fascínio do lucro; -comunidades que se baseiam não na competição, mas na comunhão; - apóstolos que parecem abolir as fronteiras humanas; - pessoas que, sem serem complexadas, vivem o matrimônio (ou a virgindade) em fidelidade. Será que tudo isso é menos significativo do que pegar em cobras ou beber veneno? 
          O evangelho não depende de sinais. Mas, onde há fogo, sai fumaça: a presença do evangelho não pode deixar de chamar a atenção. Transforma a realidade lá onde menos se espera. A Ascensão de Cristo ao céu nos torna os encarregados da missão à qual ele preside, agora em sua glória. Manifestamos seu nome, e os sinais confirmam o seu “poder”, que se encarna na pregação do evangelho. O evangelho não deixa nunca as coisas como estão. Essa é a mensagem de hoje. 
           Depois da ressurreição, Jesus deixou sua missão terrena e subiu aos céus, confiando sua missão aos seus. E o “Senhor cooperava com eles”. Depois da Páscoa, tudo mudou. Antes, Jesus era o profeta rejeitado; depois ele apareceu entrando na glória do Pai – que assim mostrou aos discípulos que Jesus teve razão naquilo que ensinou e realizou. 
         Antes, Jesus chamava os discípulos para serem seus colaboradores; depois, ele é quem “coopera com eles”, pois agora sua obra está nas mãos deles. Jesus encerra sua atividade terrena e entrega sua missão aos discípulos. E ordenou-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura”. Mas prometeu-lhes forças extraordinárias para cumprirem sua missão. Quem se empenha de corpo e alma – pela causa de Deus – faz maravilhas, enquanto o acomodado nada consegue. 
     Movidos pelo amor ao Senhor, os apóstolos se jogaram na pregação e coisas inimagináveis aconteceram. E ficamos ainda hoje, admirados do que fizeram. Por exemplo: José de Anchieta, Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, e tantos mais …. 
         A festa da Ascensão do Senhor nos ensina a fazer de Jesus realmente “o Senhor da nossa vida” e a arriscar tudo para levara sua missão adiante – sem se preocupar com o que virá pela frente …. pois ele coopera conosco (muito mais do que imaginamos!) e coopera de modo extraordinário! Não que o extraordinário em si seja uma prova da divindade. O extraordinário muitas vezes alimenta o sensacionalismo, o exótico, o fantástico, que chama a atenção. Ora, na pregação o extraordinário tem simplesmente a função de sinal quando mostra o Espírito do Ressuscitado a impulsionar o mensageiro, quando faz reconhecer Jesus como Senhor e como aquele que coopera com seus seguidores, como aquele que tem força para mudar o mundo, quando os seus se empenham por isso. 
         Mas esse poder não serve para a glória própria ! Serve para o amor, serve para o projeto pelo qual Jesus deu a vida. Não se pode esquecer de que Jesus veio para servir e dar a vida, não para conquistar e ter mais e mais … poder. Veio para manifestar o amor do Pai. O extraordinário na evangelização serve para manifestar que o amor de Deus, tornado visível em Jesus Cristo, tem sempre a última palavra. 
Há grupos que fazem tanta questão de fatos extraordinários … de milagres a toda hora … apostam tudo e toda mensagem em coisas sensacionais. Esquecem-se de que o extraordinário é apenas um sinal (que pode existir ou não) e não a causa principal que está em jogo. Trocam a mensagem pelo milagre. Se não houver milagre … nada feito … Deus não age e não pode ser encontrado. Alguns ficam tão “deslumbrados” que fazem mais milagres do que o mesmo Jesus fez. Será que alguma coisa não está errada? Será que é isto que Jesus quis e quer ao enviar os discípulos a pregar o Reino de Deus? 
Extraordinário mesmo é apresentar o projeto que Jesus trouxe, a causa que ele abraçou. E essa causa é o amor de Cristo que nos impulsiona.              
Só para lembrar algumas coisas que deveras seriam extraordinárias hoje: - transformar as estruturas de nossa sociedade enferrujada em seu egoísmo; - alcançar a vitória da justiça sobre a corrupção; - a vitória da vida sobre as enfermidades; - a vitória da solidariedade sobre o individualismo; - a vitória da dignidade da vida sobre as muitas formas de degeneração, degradação e vício… Extraordinário mesmo é o que, nas circunstâncias mais contrárias, fala desse amor. Aí “Ele” aparece cooperando conosco. 
          A atitude de ficar olhando para o céu nos lembra Eliseu, recebendo o espírito de Elias (2 Rs 2,11). E nós? Nós já olhamos para o céu e recebemos o Espírito. Está na hora de continuar a missão e o amor de Jesus no meio do mundo. Jesus nos prometeu a força do Espírito Santo. Essa força é a confirmação de que ele continua conosco. A comunidade continuará agindo na história segundo o Espírito de Jesus. 
          “Pai Santo, guarda-os no teu nome para que sejam um como nós”… quando eu estava com eles, eu os guardava em teu nome… “não peço que os tires do mundo, mas que os livres do maligno… como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que me enviaste” (Jo 17, 11.12.15.21).

A PALAVRA APLICADA AO NOSSO DIA A DIA

+ A ressurreição/ascensão de Jesus garante-nos, antes de mais, que uma vida vivida na fidelidade aos projetos do Pai é uma vida destinada à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Quem percorre o mesmo "caminho" de Jesus subirá, como Ele, à vida plena.
+ A ascensão de Jesus recorda-nos, sobretudo, que Ele foi elevado para junto do Pai e nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projeto libertador no meio dos homens nossos irmãos. É essa a atitude que tem marcado a caminhada histórica da Igreja? Ela tem sido fiel à missão que Jesus, ao deixar este mundo, lhe confiou?
+ O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia?
Qual o real impacto desse testemunho na nossa família, no local onde desenvolvemos a nossa atividade profissional, na nossa comunidade cristã ou religiosa?
+ É relativamente frequente ouvirmos dizer que os seguidores de Jesus gostam mais de olhar para o céu do que se comprometerem na transformação da terra. Estamos, efetivamente, atentos aos problemas e às angústias dos homens, ou vivemos de olhos postos no céu, num espiritualismo alienado? Sentimo-nos questionados pelas inquietações, pelas misérias, pelos sofrimentos, pelos sonhos, pelas esperanças que enchem o coração dos que nos rodeiam? Sentimo-nos solidários com todos os homens, particularmente com aqueles que sofrem?

CANÇÃO-MENSAGEM DO MÊS

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ONDE ESTÁ O PÃO?

        Fiz essa canção para dizer da vergonha que devemos sentir ao ver o nosso país que, embora se diga cristão, não aprendeu ainda, de verdade, o que isto significa? No lugar onde exista uma pessoa passando fome, jamais ali poderá se dizer que morem pessoas cristãs de verdade. 

         Espero que goste da canção.

Mensagem do Papa para o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais - Dia 20 de maio de 2012



          No próximo dia 20 de maio de 2012, solenidade da Ascensão do Senhor, será celebrado o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O tema proposto para este ano pelo papa Bento XVI em sua mensagem para esta data é “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”.
      Para ajudar no aprofundamento da temática, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB enviou para todas as Arquidioceses e Dioceses do Brasil um livreto contendo a mensagem do papa; uma reflexão do presidente da Comissão, dom Dimas Lara Barbosa; e sugestões de como celebrar a data. Leia abaixo na íntegra mensagem do Papa:

Silêncio e Palavra: caminho de evangelização

Amados irmãos e irmãs,
          Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo.   Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. 
          Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém, se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
          O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. 
          Deste modo, abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de “ecossistema” capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
          Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas.   Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Em nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu?      Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até o mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
         No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que deem sentido e esperança à existência. 
        O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, “quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais” (Mensagem 
para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).
         Devemos olhar com interesse para as várias formas de sites, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar do cultivo da sua própria interioridade. 
         Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: “Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) 
         O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio” (Exort.ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até o dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando “o Rei dorme (…), e   Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos” (cf. Ofício de Leitura do Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
          
Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. “Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora” (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006). 
         Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de “anunciar o que vimos e ouvimos”, a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1Jo 1,3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
          Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de “ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido” (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude de toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É desse Mistério que nasce a missão da Igreja, e é esse Mistério que impele os cristãos a tornar-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.
         Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio “escuta e faz florescer a Palavra” (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de janeiro de 2012 – Dia de São Francisco de Sales.
Benedictus PP XVI

"Leva-se uma vida pra saber o que é ter mãe!"


UMA CANÇÃO-MENSAGEM 
EM HOMENAGEM A TODAS AS MÃES

Desculpa-me depois de tanto tempo porque te magoei aquela vez
Desculpa-me por tantos contratempos 

que a minha rebeldia te causou

                Desculpa, minha mãe por não ter dito um Deus te pague
               Desculpa minha mãe por não saber te agradecer
              Desculpa pelas faltas de respeito, 

             desculpa este teu filho que cresceu

Eu lembro aquela sopa no vestido e aquela colherada no nariz
Eu lembro aquele tombo na calçada e aquela acusação tão infeliz

              Desculpa-me mamãe por te tentar fazer de boba
             Que bobo que era eu quando tentei de enganar
            Desculpa-me por tantos descaminhos
           Desculpa este teu filho que cresceu.

O tempo caminhou depressa e apesar dos meus defeitos 

acabei virando alguém
Teu coração não tinha pressa, sabia que eu iria me encontrar

                     Agora que eu me achei procuro a mãe que eu tive
                    Pra dar-lhe um beijo agradecido e atrasado mas feliz
                    Desculpa-me mamãe pela demora imensa
                   Leva-se uma vida pra entender o que é ter mãe...


(Pe. Zezinho, scj)

Reflexão para o 6º Domingo da Páscoa (13/05/2012)

      
             “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. 
         
           O sexto domingo da Páscoa dá continuidade à temática da união vital e fecunda entre a videira e os ramos. Esta é a união do amor que se expande do Pai ao Filho, do Filho aos discípulos e dos discípulos a todas as pessoas. O Pai quer congregar a todos no mesmo amor. 
            Estamos no contexto de despedida de Jesus. Tudo acontece naquela noite de despedida, durante uma “ceia”. Jesus está se despedindo e deixando as suas recomendações. As palavras de Jesus soam como um “testamento final”. Ele sabe que vai partir para o Pai e que os discípulos vão continuar no mundo. Convida-nos a seguir o caminho de entrega a Deus e de amor radical aos outros. 
          Traduzidos em vida pela comunidade dos seguidores de Jesus, os mandamentos deixam de ser normas externas, obrigações a serem cumpridas, para se tornarem a expressão clara do amor dos discípulos e de sua sintonia com Jesus. 
         O dialogo de Jesus com seus discípulos, com tom de despedida, tem, no horizonte, o mistério da cruz e a continuidade da missão. Uma cena que evoca a realidade de tantas mães que, na eminência de sua partida, reúne os filhos e, com emoção, transmite-lhes as últimas recomendações que se traduzem em verdadeiros referencias para a vida. “Permaneçam unidos, no mútuo amor!” 
       Assim como a relação amorosa entre irmãos eterniza as palavras de uma mãe, a relação de amor entre cristãos, em determinada comunidade de fé, eterniza o mandamento novo: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. A comunidade eclesial é, por excelência, o lugar de vivência do mandamento do amor deixado por Jesus. O que dá visibilidade à vivência do amor são as obras de caridade solidária como expressão de doação total de si mesmo. O amor não pode ser apenas com palavras, mas com fatos e na verdade. “Vós sois meus amigos”. 
      Pertencer à comunidade dos “amigos de Jesus” é aceitar o convite que ele nos faz para colaborar na missão que o Pai lhe confiou e que consiste em testemunhar no mundo o projeto salvador de Deus para a humanidade. Aos “amigos” de Jesus, cabe revelar, em gestos, o grande amor de Deus a cada homem e mulher – e especial aos pobres, aos marginalizado, aos doentes, aos pequenos, aos oprimidos. 
       Compete aos “amigos de Jesus” a missão de eliminar o sofrimento, o egoísmo, a miséria, a injustiça, enfim tudo o que oprime e escraviza os irmãos e desfigura a obra criada. É ainda missão dos “amigos de Jesus” serem mensageiros da justiça, da paz, da reconciliação, da esperança; Aos membros da comunidade dos amigos de Jesus compete labutar contra os mecanismo que geram violência, medo e insegurança. O amor é dom e missão. 
       Os cristãos “da comunidade dos amigos de Jesus” são aqueles que testemunham no mundo, com palavras e gestos, que o mundo novo que Deus deseja oferecer á humanidade se edifica através e no amor. São aqueles que proclamam, em ações concretas, a cada homem e mulher: “tu és amado e querido de Deus e salvo em Jesus Cristo”. 
       
O amor é a forma mais alta e mais deve animar todos os setores humanos. Consequentemente, o amor deve animar todos os setores da vida humana. Só uma humanidade na qual reina a “civilização do amor” poderá gozar de paz autêntica e duradoura. “A Igreja no mundo atual” responde ao desafio de construir um mundo animado pela lei do amor, uma civilização do amor, “fundada sobre os valores universais de paz, solidariedade, justiça e liberdade, que encontram em Cristo sua plena realização”. 
       A civilização do amor é a aplicação prática, na vida da sociedade, do amor que provém de Deus. Se Deus é amor, temos que colocá-lo como Senhor dessa civilização, mas infelizmente o que vemos é uma luta tremenda para que o contrário aconteça. “Estamos diante de uma realidade mais vasta, que se pode considerar como uma verdadeira e própria estrutura de pecado, caracterizada pela imposição de uma cultura antissolidária, que se configura em muitos casos como verdadeira “cultura de morte” (João Paulo II).



LEITURAS


1ª - At 10, 25-27.34-35.44-48 
Naqueles dias, Pedro chegou a casa de Cornélio. Este veio-lhe ao encontro e prostrou-se a seus pés. Mas Pedro levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou um simples homem». Pedro disse-lhe ainda: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável». Ainda Pedro falava, quando o Espírito desceu sobre todos os que estavam a ouvir a palavra. E todos os fiéis convertidos do judaísmo, que tinham vindo com Pedro, ficaram maravilhados ao verem que o Espírito Santo se difundia também sobre os gentios, pois ouviam-nos falar em diversas línguas e glorificar a Deus. Pedro então declarou: «Poderá alguém recusar a água do Batismo aos que receberam o Espírito Santo, como nós?» E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, pediram-lhe que ficasse alguns dias com eles.



Sl 98 (97), 1.2-ab.3cd-4
 O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

2ª - 1Jo 4, 7-10 
Caríssimos: Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.
Assim se manifestou o amor de Deus para conosco: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigênito, para que vivamos por Ele. Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados.

Evangelho - Jo 15, 9-17
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 
«Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor. Assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».

Pe. Edson cantará em Alagoinha em homenagem às mães

        

            BAILE DA FAMÍLIA
Quando? 12 de maio (sábado) de 2012.
Onde? Clube Municipal de Alagoinha
Horário: A partir das 22 horas
                             Entrada individual: R$ 8,00
        Por ocasião do dia das mães, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Alagoinha, promoverá a tradicional FESTA DA FAMÍLIA, comemorativo à data. A ideia do baile nasceu quando o Pe. Edson era pároco na cidade. A cada ano, na véspera do dia das mães, a Paróquia se reúne para uma festa com muita música popular e encontro das famílias no Clube Municipal.
              Este ano, a convite do Pe, Joselito, atual Administrador da paróquia, o Pe. Edson volta a Alagoinha para resgatar a tradicional festa. Para isto, sendo a cidade um celeiro de bons músicos, Pe. Edson convidou vários deles que o acompanharão numa banda formada especialmente para este evento.
            No repertório do Padre tem música pra todos os gostos: xote, forró, anos 60, boleros, música romântica e , claro, não faltando a MPB acústica.A festa será no próximo sábado, a partir das 22 horas, no clube da cidade. Durante a festa, no intervalo, também será feito um bingo com os participantes.
          Todas as mesas postas à disposição já foram vendidas ao preço de R$ 40,00, restando apenas senhas individuais ao preço de R$ 8,00, na secretaria paroquial ou na portaria do clube.
             Toda a renda de toda a festa será revertida em benefício das obras da Paróquia.
             É chegar e conferir muita alegria e confraternização.

         Maiores informações na Paróquia: (87) 3839-1236



Votação da PEC 438 sobre o Trabalho Escravo

        
          Está prevista para entrar em votação hoje na Câmara dos Deputados, em segundo turno, a PEC 438/2001, que propõe destinação à Reforma Agrária as terras flagradas com mão de obra escrava. A proposta foi aprovada no Senado em 2003, e na Câmara dos Deputados no dia 11 de agosto de 2004, ficando neste tempo parada no Congresso Nacional.

         A votação deste Projeto de Lei é uma exigência das entidades que atuam no combate à pratica do trabalho escravo, pois esta vem se perpetuando e continuando a fazer vítimas. Nestes dias, a sociedade tem se mobilizado por meio de abaixo assinado eletrônico, e manifestações nas redes sociais como “twitaço” (no Twitter), que tiveram o objetivo de sensibilizar os parlamentares. Durante todo o dia, diversas entidades estarão presentes no Congresso Nacional e às 11h acontecerá um ato Publico no Auditório Nereu Ramos com a presença de artistas e entidades da sociedade civil.

          A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem atuado de forma decidida na conscientização sobre a realidade do trabalho escravo no Brasil. Em 2009 foi criado o Grupo de Trabalho de Combate ao Trabalho Escravo e também um Mutirão Pastoral, que têm levado o debate aos Regionais.

            Em 2008, a CNBB se pronunciou a respeito do tema divulgando a seguinte nota que pede a destinação das áreas flagradas com Trabalho Escravo à Reforma Agrária.

Nota da CNBB sobre áreas flagradas com trabalho escravo

          A CNBB acompanha com grande interesse os trabalhos do Congresso Nacional, sobretudo os que têm dimensão social. Desse modo, está atenta à votação, em segundo turno, da Proposta de Emenda Constitucional PEC – 438/2001, relativa às áreas flagradas com trabalho escravo.
A escravidão é uma prática abominável que a Igreja no Brasil, pela voz de alguns Bispos e, de modo sistemático e documentado, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), vem denunciando desde a década de 1970.
        O Estado Brasileiro reconheceu a gravidade da situação quando, em 1995, foi criado o Grupo Móvel do Ministério do Trabalho para fiscalizar e combater essa prática criminosa. O mesmo se diga da criação, em agosto de 2003, da Comissão Nacional Para a Erradicação do Trabalho Escravo - CONATRAE, órgão colegiado vinculado à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República com a função primordial de monitorar a execução do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo.
         No entanto, mesmo a criação de tais instrumentos não foi capaz de erradicar esta vergonha nacional. Somente no ano de 2007, foram registradas pela CPT 265 ocorrências de trabalho escravo em todo o Brasil, envolvendo 8.653 trabalhadores. Destes o Ministério do Trabalho resgatou, em suas ações de fiscalização, 5.974 trabalhadores. Desde o ano de 1995, quando foi instituído o Grupo Móvel, até o final de 2007, foram libertadas 26.951 pessoas. Nesse período, a Comissão Pastoral da Terra registrou denúncias envolvendo mais de 50 mil trabalhadores ‘aprisionados por promessas’, obrigados a trabalhar em fazendas, carvoarias e canaviais, tratados pior que animais e impedidos de romper a relação com o empregador.
            No âmbito do Congresso Nacional, em 1/11/2001 foi apresentada Proposta de Emenda à Constituição pelo Senado estabelecendo a pena de perdimento da gleba onde for constada a exploração de trabalho escravo (PEC 438/01). Essa Proposta foi aprovada pelo Senado em 2003, e pela Câmara dos Deputados, em primeiro turno, no dia 11 de agosto de 2004, após a comoção nacional provocada pela chacina dos Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho e de seu motorista, em Unaí, em 28 de janeiro de 2004. Incompreensivelmente, a partir daí não se deram outros passos significativos. Agora, depois de muitas manifestações da sociedade civil, a PEC 438/2001 volta à pauta para ser votada em segundo turno.
        Se o desrespeito à função social da propriedade da terra já é, segundo a Constituição, motivo suficiente para sua possível desapropriação, o uso da propriedade como instrumento para escravizar o próximo é crime absolutamente intolerável contra a dignidade e contra a vida. Nada mais justo que os que praticam esse crime venham a perder sua propriedade, sem compensação, para que o Estado lhe dê destinação apropriada, especificamente, para a reforma agrária!
          Desta forma, a aprovação da PEC 438/2001 é um imperativo ético e moral da consciência cidadã e, para os cristãos, uma exigência de coerência com os ensinamentos do Evangelho de Jesus. Assim, a CNBB soma-se ao clamor nacional para que se ponha um fim a tamanha agressão à pessoa humana.
       São 120 anos da abolição da escravidão no Brasil, 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O tempo é propício para se decretar a segunda abolição da escravidão no campo brasileiro por meio da aprovação desta PEC.
        Confiamos no espírito público do Congresso Nacional, no senso de justiça e de valorização da pessoa humana de nossos Parlamentares. A aprovação da PEC 438/2001 será uma excelente contribuição para que seja varrida de nosso horizonte uma vergonha que tanto desonra o Brasil.  A Campanha da Fraternidade deste ano nos conclamou a escolher a vida. Escolhe, pois, a Vida! - é o que esperamos de cada membro da Câmara dos Deputados.

Brasília, 04 de junho de 2008

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana e Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus e Vice-Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário-Geral da CNBB

João Paulo II: 1º de Maio: Um ano de beatificação


           PROFETAS E SANTOS 
               Tributo aos Beatos João Paulo II e Ir. Dulce dos Pobres 
CD "Deus me ouviu por Jesus" - Pe. Edson Rodrigues

         Santos e profetas
         Em seus jeitos serenos de ser
         Anunciam a paz, profetizam a dor
         Vidas consagradas
         E doadas em prol de outro ser
         Refletem de Deus o seu mais puro amor.
         
         Eu tento compreender
         Pelo meu jeito humano de crer
         O que fez cada um ser assim
         Confesso sou pequeno pra entender
         Que o chamado que vós recebestes
         Também foi feito para mim.
        
        E agora que vos vejo lá no céu
        Felizes e bem junto de Deus Pai
        Fazei vossa parte por nós
        Pedi ao Senhor muito mais
        Pra termos vossa coragem
        Também o vosso amor
        Vós que fostes profetas e santos
        Rogai por nós ao Senhor.