Dom José Luiz terá encontro com a Pastoral Orgânica da Diocese de Pesqueira

         A Coordenação Diocesana de Pastoral foi convidada pelo nosso Bispo Dom José Luiz Ferreira Salles, C.Ss.R, para o seu primeiro encontro. Será nesta quinta-feira, dia 03 de maio, às 9 horas, no Centro Pastoral João Paulo II. Foram convidados todos os articuladores da Pastoral Orgânica da Diocese para que possam inteirar o bispo recém chegado da realidade diocesana, a fim de vislumbrar perspectivas futuras. 
         Nomeado “pro tempore”, o novo Coordenador de Pastoral, Pe. Samuel Briano, deverá dirigir os trabalhos naquela manhã, junto aos demais membros da equipe de Assessoria Pastoral. 
       Dom José Luiz Salles retornou em definitivo à Diocese neste 1º de maio, uma vez que logo depois de sua posse em 14/04 ausentou-se dela para a Assembleia Geral da CNBB e o 1º Encontro Latino Americano de Bispos Redentoristas, ambos realizados em Aparecida-SP.

1º de maio: Dia do Trabalho. De onde vem o feriado?



O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios. 
A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade d e Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.
Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.
Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.
Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.
Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil:
- Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer)
- Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

HOMENAGENS AOS TRABALHADORES DO BRASIL


Deus abençoe os lixeiros e as varredeiras 
e os operários que sujam as mãos 
e o limpador de bueiros e as lavadeiras 
e quem se suja de graxa e sabão!

Trabalhadores, trabalhadoras,
Deus também é trabalhador!

Deus abençoe os banqueiros, e os fazendeiros 
e os comerciantes e os industriais 
e os ilumine também, pra que não explorem 
nem especulem, nem ganhem demais!

Deus abençoe os artistas e educadores 
e os sonhadores do lado de lá 
e os ilumine também, pra que não se esqueçam 
que tem criança do lado de cá!

Deus abençoe os profetas e os religiosos 
que gostam muito de profetizar 
e os ilumine também, pra que não imaginem 
que só seu grupinho é que vai se salvar!

Deus abençoe as mulheres trabalhadoras 
porque trabalham duas vezes mais 
e as abençoe também, pra que não se cansem 
porque sem elas não vai haver paz!

Deus abençoe os eleitos e os eleitores 
e quem governa este nosso país 
e os ilumine também, pra que não se esqueçam 
do excluído e do mais infeliz!
(Pe. Zezinho, scj)

cnbb         A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no ensejo das comemorações do Dia Mundial do Trabalho, neste 1º de Maio, dirige sua mensagem de solidariedade e apoio a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. A celebração desta data nos sugere, antes de tudo, um agradecimento a Deus pelo ser humano que, com criatividade e sabedoria, constrói o mundo e vive do trabalho de suas mãos.
          O trabalho não é um mero apêndice na vida humana, mas uma dimensão fundamental de sua existência na terra. Por meio dele, o homem e a mulher “participam na obra do próprio Deus, seu Criador” e se realizam como seres humanos. O próprio Jesus viveu a realidade do trabalho a ponto de ser identificado como “o Filho do Carpinteiro” (Mt 13,55).
           A busca do desenvolvimento a todo custo, no entanto, colocando o capital e o lucro acima da pessoa humana, tem transformado o trabalho em peso e castigo para milhares de trabalhadores e trabalhadoras no país. Isso contradiz a vocação humana ao trabalho e fere sua dignidade. Temos a missão resgatar a centralidade da pessoa humana para que o trabalho, “chave essencial de toda a questão social”, cumpra seu fim que é a realização do ser humano.
          A Igreja, que “considera sua tarefa fazer com que sejam sempre tidos presentes a dignidade e os direitos dos homens do trabalho” (Laborem Exercens 1), se une, portanto, neste 1º de Maio, aos trabalhadores/as em suas justas reivindicações quais sejam a garantia de seus direitos e a defesa de sua dignidade.
        Com eles denuncia as desigualdades sociais, que a distribuição de renda não consegue erradicar, o baixo salário, o desemprego e o subemprego, que condena inúmeras famílias a condições indignas de filhos e filhas de Deus. Repudia, igualmente, o trabalho escravo e infantil, chaga de nossa sociedade, bem como toda discriminação que possa existir no mundo do trabalho por idade, etnia, gênero.
        Somos todos responsáveis pela construção da sociedade nova, justa e fraterna, sonhada por Deus para seus filhos e filhas. A garantia da justiça nas relações do trabalho é condição para atingirmos esse fim.
         Que o carpinteiro São José, pai adotivo de Jesus, abençoe os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.
Brasília, 1º de Maio de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luis do Maranhão
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

1º de maio: Dia de São José Operário

 
A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: "Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.
O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres."
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).
São José Operário, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

O mês de Maria, a mãe de Deus e nossa, chegou!

         
 A primeira referência a respeito de maio como mês mariano encontramos na Idade Média, com as Cantigas de Afonso X, o Sábio, rei de Castela e León (+1284). Cantando a abundância dos bens que maio traz (é a estação das flores na Europa), o rei cristão convidava a invocar Maria a fim de que as bênçãos espirituais e materiais fossem ainda maiores (cf. Dicionário de Mariologia, Paulus, 1995, p. 887). No paganismo antigo, neste mês se honrava a deusa da vegetação “Flora Máter”; mas aquela que merece ser venerada por “todas as gerações” (Lc 1,48) é a Imaculada Mãe do Filho de Deus!
          Em 1917, tempo de guerras e confusões, Maria Ssma. se manifestou ao mundo através de humildes pastorinhos (Lúcia, Jacinto e Francisco) em Fátima, Portugal, convidando a todos a rezar diariamente o Terço pela paz pelo mundo e a conversão dos pecadores. O dia 13 de maio marcou o início das aparições, que se estenderam até 13 de outubro.Grande influência estes fatos tiveram para a instituição da festa litúrgica (hoje memória) do Imaculado Coração de Maria, estabelecido pelo Papa Pio XII em 1944 (decreto “Cultus liturgicus”), um fato importante para a história da liturgia e da mariologia (só comparável ao de Lourdes, na França).
          
O Papa Pio VII foi o primeiro Sucessor de São Pedro a conferir ao mês de maio especiais indulgências, em 1815. Os papas posteriores vão confirmar esta devoção mariana. Por exemplo, em 1897 o Papa Leão XIII assim se expressou na sua Encíclica “Augustíssima Virgem Maria”: “Depois de havermos dedicado a esta divina Mãe o mês deMaio com o dom das nossas flores, consagremos-lhe também, com afeto de singular piedade, o mês de Outubro, que é mês dos frutos. De feito, parece justo dedicar estes dois meses do ano àquela que disse de si: "As minhas flores tornaram-se frutos de glória e de riqueza" (Eclo 24,23)” (n. 4). Os santos não vão deixar de honrar Maria de um modo especial neste mês. Em seu Diário espiritual, S. Faustina Kowalska se propunha – no ano de 1937 – uma “flor” aos “pés de Nossa Senhora” – Qual? “A prática da mansidão” (n. 1105; cf. 1114).
          E você? Já pensou o que pode lhe oferecer neste mês de maio?

Sete dias sem José. Saudades...

Pe. José Maria da Silva
*21/08/1934  + 24/04/2012

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu gostava tanto de você

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu gostava tanto de você

MISSA DE SÉTIMO DIA
1º de maio - Terça-feira
19 horas
CATEDRAL DIOCESANA DE SANTA ÁGUEDA
Pesqueira
Presidente: Dom José Luiz Ferreira Salles - Bispo Diocesano

4º Domingo da Páscoa - Ano B – 29/04/2012

DOMINGO DO BOM PASTOR
Diocesanos de Pesqueira!
Aproveitem o Domingo do Bom Pastor e enviem uma mensagem de saudação ao nosso pastor, Dom José Luiz Ferreira Salles.
e-mail: domjosesales@gmail.com


           O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”.
                É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe, hoje, à nossa reflexão.
       O Evangelho (João 10, 11-18) apresenta Cristo como “o Pastor modelo”, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, até ser capaz de dar a vida por elas. As ovelhas sabem que podem confiar n’Ele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho. O que é decisivo para pertencer ao rebanho de Jesus é a disponibilidade para “escutar” as propostas que Ele faz e segui-l’O no caminho do amor e da entrega.
             A primeira leitura (Atos 4, 8-12)  afirma que Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos” (neste “Domingo do Bom Pastor” dizer que Jesus é o “único salvador” equivale a dizer que Ele é o único pastor que nos conduz em direção à vida verdadeira). Lucas avisa-nos para não nos deixarmos iludir por outras figuras, por outros caminhos, por outras sugestões que nos apresentam propostas falsas de salvação.
         Na segunda leitura (1Jo 3,1-2), o autor da primeira Carta de João convida-nos a contemplar o amor de Deus pelo homem. É porque nos ama com um “amor admirável” que Deus está apostado em levar-nos a superar a nossa condição de debilidade e de fragilidade. O objetivo de Deus é integrar-nos na sua família e tornar-nos “semelhantes” a Ele.




Páscoa, um novo dia que dura ainda


Nesse ano do ciclo B da liturgia, passamos de Marcos a João e de João a Lucas para mostrar toda a riqueza das manifestações do Cristo Ressuscitado aos discípulos da primeira hora. Depois da sua presença física perto dos seus, Jesus agora não está mais presente segundo a carne, mas segundo o Espírito. E a experiência do primeiro dia da Páscoa ainda dura, porque esse dia não termina: trata-se da experiência do testemunho: “E vocês são testemunhas disso” (Lc 24,48). Que mensagens podemos tirar das leituras bíblicas?

1. Páscoa – um novo dia que dura ainda. No evangelho de Lucas, o dia de Páscoa é o dia mais longo do ano... é um dia que não termina. De manhã bem cedo, umas mulheres vão ao cemitério para visitar um morto e recebem uma mensagem dizendo que ele está vivo e elas recebem como missão anunciá-lo aos discípulos (Lc 24,1-10). Os discípulos não acreditam nelas; eles dizem que as mulheres deliram (Lc 24,11). Chegada a noite, dois discípulos caminham até Emaús, a duas horas a pé de Jerusalém, e no caminho eles encontram um estrangeiro que lhes acalenta o coração com a sua Palavra. Os dois discípulos convidam o estrangeiro para ir a sua casa, pois está tarde e eles reconhecem o Ressuscitado nesse estrangeiro, quando ele parte o pão e o divide com eles (Lc 24,13-32). Logo, esses dois discípulos voltam para Jerusalém (mais duas horas de caminhada), para reencontrar os outros discípulos reunidos (Lc 24,33-34). Chegados a Jerusalém, segundo o evangelho de hoje, os discípulos de Emaús contam aos outros discípulos a sua experiência do Ressuscitado (Lc 24,35). Estamos no mesmo dia; já está ficando tarde... Enquanto eles contam, Cristo se faz presente no meio deles, desejando-lhes a paz, como no evangelho de João, na semana anterior (Lc 24,36). E lá São Lucas nos dá uma catequese sobre a missa; ele nos faz assistir a uma eucaristia como lugar de encontro e de reconhecimento do Ressuscitado (Lc 24,37-48). Depois dessa eucaristia, o Cristo Ressuscitado leva os discípulos a Betânia, outra pequena cidade no sul de Jerusalém, desta vez para abençoá-los e elevar-se no céu (Lc 24,50-51). Após a Ascensão, sempre no mesmo dia, os discípulos voltam para Jerusalém, ao templo, para bendizer a Deus (Lc 24,52). Finalmente, Lucas salienta: “E estavam sempre noTemplo, bendizendo a Deus” (Lc 24,53).

Em 1991, na revista Sinais de hoje (Signes d’aujourd’hui), o teólogo Marcel Metzger formula a seguinte pergunta: “A que horas os discípulos de Emaús foram deitar na noite da Páscoa?” É uma boa pergunta, se fizermos uma leitura literal do texto... Ao mesmo tempo, encontramos várias incoerências: no tempo bíblico, à noite, não dá para circular... Não há luz. Se todos esses movimentos na noite foram sem luz, como eles conseguiram ver Jesus subir ao céu em plena noite? No fundo, o que Lucas quer nos fazer compreender através dessa narrativa é que a Páscoa é uma nova aventura, um novo dia para a Igreja que é um sinal da presença do Ressuscitado através dos seus discípulos, os cristãos de todos os tempos. Essa nova aventura não se termina; ela continua na Igreja de hoje. É um dia novo que ainda dura... Nós estamos sempre no domingo de Páscoa!

2. A morte-ressurreição – uma mesma realidade. Como no evangelho de João, a morte-ressurreição de Jesus são dois eventos inseparáveis para a fé cristã. Que devemos reter dessa presença do Ressuscitado? Há semelhanças em todos os evangelhos em relação à Ressurreição de Cristo: todos afirmam que o sepulcro está vazio, que Jesus está vivo, que aqueles e aquelas que o viram não o reconheceram imediatamente e que a dúvida e o medo fazem parte da experiência de fé daqueles e daquelas que o encontraram. O que significa que o Cristo Ressuscitado não é o cadáver reanimado de Jesus de Nazaré; é o Crucificado transformado pela Páscoa: “Vejam minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo.Toquem-me e vejam: um espírito não tem carne e ossos, como vocês podem ver que eu tenho” (Lc 24,39). E para dizer que ele é o mesmo sendo completamente diferente daquele que eles conheceram nos caminhos da Galileia, após lhes ter pedido algo para comer (Lc 24,41), o Ressuscitado: “Jesus pegou o peixe, e o comeu diante deles” (Lc 24,43), não com eles, mas diante deles, para significar, segundo o teólogo Gérard Sindt, que “comer se torna aqui uma prova da verdade de um ser em relação que abole as distâncias mantendo-as por sua vez”.

Mas por que essa insistência sobre a materialidade do Ressuscitado no evangelho de Lucas? São Lucas conhece muito bem a teologia de São Paulo que diz que a Igreja é o Corpo de Cristo Ressuscitado através dos seus discípulos, que são seus membros. É, então, através deles que Cristo pode se manifestar não como fantasma, mas como ser humano, de carne e osso: “Espantados e cheios de medo, pensavam estarvendo um espírito” (Lc 24,37). “Então Jesus disse: Por que vocês estão perturbados, e por que o coração de vocês está cheio de dúvidas? (Lc 24,38). “Vejam minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo.Toquem-me e vejam: um espírito não tem carne e ossos, como vocês podem ver que eu tenho” (Lc 24,39). Mas quem é ele então? Ele é aqueles e aquelas que levam as marcas da sua paixão (nós estamos em plena perseguição), que anunciam a sua Palavra abrindo os espíritos à inteligência das Escrituras, que repartem o pão, e que proclamam, em seu nome, o perdão dos pecados para todos. Esses são as primeiras testemunhas da Páscoa.




3. Testemunhas oficiais para os cristãos de hoje. Por que as narrativas das aparições aos discípulos? Simplesmente para fazer dos discípulos da Igreja primitiva testemunhas oficiais da Páscoa: “E vocês são testemunhas disso” (Lc 24,48). Ainda hoje é possível fazermos a experiência do Ressuscitado como no primeiro tempo da Igreja. A única diferença é que fica impossível para nós compararmos essa presença do Ressuscitado com aquela de Nazareno, tal como os primeiros cristãos podiam fazer. Porém, seus testemunhos deveriam nos bastar.

Os discípulos da primeira hora conheceram a Jesus de Nazaré; eles lhe viram morrer, eles o reencontraram na Igreja do século I e eles puderam verificar a autenticidade do Ressuscitado como a continuidade de Jesus de Nazaré que eles conheceram, amaram e seguiram. Então, eles se tornam testemunhas privilegiadas, e as experiências ulteriores do Ressuscitado se fundam necessariamente nos seus testemunhos. É sobre a fé das primeiras testemunhas que se exprime nossa própria fé em Cristo. No século IV, Santo Agostinho tinha uma forma bem característica dele de expressar essa realidade. No seu sermão 116, sobre o evangelho de hoje, ele escreve. : “O Cristo total se deu a conhecer a eles (seus discípulos) e se deu a conhecer a nós. Eles viram a cabeça (Jesus) e eles acreditaram no corpo (Igreja). Nós vimos o corpo (Igreja) e acreditamos na cabeça (Jesus). Porém, o Cristo não se oculta para ninguém: ele é e está completamente inteiro em nós e, portanto, seu corpo permanece unido a ele”.

Para concluir, São João lembra que para conhecer Jesus Cristo, precisamos fazer a experiência do Amor: “Quem diz que conhece a Deus, mas não cumpre os seus mandamentos, é mentiroso, e a Verdade não está nele” (1 Jo 2,4). “Por outro lado, o amor de Deus se realiza de fato em quem observa a Palavra de Deus. É assim que reconhecemos que estamos com ele” (1 Jo 2,5). Deixemos de materializar as narrativas de Páscoa, para não reduzir o conteúdo e o significado profundo. Essas narrativas nos dizem respeito, pois temos a possibilidade de reencontrar o Ressuscitado e a obrigação de testemunhar para que outros possam também encontrá-lo... E é pelo amor que nós faremos que os outros o reconheçam.

Pe. José Maria nos braços do Pai.

 " Passou na terra fazendo o bem"

 A diocese de Pesqueira acordou no dia de ontem (24) convidada a fazer uma experiência de cultivo da esperança. Por volta das 7 horas, depois de uma forte crise, sendo conduzido à Casa de Saúde São José, o nosso Pe. José Maria da Silva, aos 77 anos de idade, realizou a sua páscoa definitiva para o Pai.
Em meio à tristeza e saudade que inicialmente envolveu a todos os que residem e trabalham no Seminário, onde o Pe. José Maria viveu seus últimos meses, a certeza de que este servo de Deus, pelo bem que fez a tantos,  contempla agora a luz e a face de Senhor.
Ao longo dos dias de ontem e hoje parentes, amigos, ex-paroquianos e ex-alunos provindos de várias cidades da diocese e de outras se fizeram presentes na Capela do Seminário para dar o último adeus ao nosso José, assim carinhosamente chamado entre nós aqui no Seminário.
Nosso bispo diocesano, Dom José Luiz Ferreira Salles, estando em São Paulo na Assembléia Geral da CNBB, largou toda a sua agenda e fez questão de estar conosco, presidindo, na manhã desta quarta-feira, na Catedral Diocesana de Santa Águeda, a Santa Missa. A Catedral foi escolhida como lugar da celebração porque o Pe. José Maria foi pároco desta Igreja por 23 anos. Na missa, sacerdotes do clero diocesano e outros padres de dioceses, vizinhas amigos do nosso Pe. José.
Durante a celebração ainda muitos momentos fortes, destacando-se sobretudo as presenças e homenagens de muitas pessoas às quais o Pe. José Maria serviu como homem de Deus. 
Na homilia, Dom José Luiz ressaltou que, embora tivesse a oportunidade de estar com o Pe. José Maria por brevíssimo tempo, pôde ouvir do povo e dos padres testemunhos edificantes sobre a sua atuação como sacerdote na Diocese de Pesqueira. Enfatizou o aspecto de ser o Pe. José Maria "alguém que passou na vida fazendo o bem, por isso é bem-aventurado". Concluiu o bispo: "temos no céu mais um promotor vocacional. Que o Pe. José Maria interceda pelos sacerdotes e seminaristas de nossa Diocese"
Pe. José Maria com membros da ACR em encontro recente no Seminário de Pesqueira
Ao final da Missa, antes da encomendação, foi dada a palavra à família que trouxe a mensagem do Pe. Michel, da Diocese de Lion - França, amigo particular do Pe. José Maria, dirigindo à família e à diocese palavras de solidariedade. 
O Pe. Eduardo Valença, vigário geral, ressaltou a coragem e intrepidez do Pe. José Maria por ser um padre em tempos tão difíceis, desafiando realidades e autoridades com um profetismo eloquente.
O Pe. Ronaldo, em nome da Paróquia São Pedro, Belo Jardim, ressaltou o caráter missionário do Pe. José: "Um homem despojado, de alma extremamente missionária que deixa para nós grande testemunho. Pe. José Maria é uma semente boa que deixa muitos frutos para a Diocese", disse o padre.
O Pe. Marconnni Barbosa, Adm. da Catedral e representante do Clero, ressaltou do Pe. José Maria o incentivo dado às vocações na diocese enquanto professor e reitor do Seminário São José, bem como a sua luta e o seu desejo de comunhão eclesial entre os sacerdotes, numa fraternidade entre o clero.
Por fim, o Pe. José Maria foi aclamado como "o homem do Concílio", alguém que sempre foi capaz de pensar adiante de seu tempo, com propostas inovadoras para uma Igreja em tempos de mudanças.
Após emocionante momento de encomendação, os padres da Diocese conduziram o corpo do Pe. José Maria nos ombros até a Capela Mãe dos Homens, junto à Cúria Diocesana, onde, às 11h20,  foi sepultado junto ao túmulo do inesquecível Mons. Fausto Ferraz. O povo acompanhou o féretro ao som de um dos tantos refrões ensinados pelo Pe. José Maria e que resumiu a sua trajetória: "Se eu não tiver amor, eu nada sou, Senhor."
O Pe. José Maria da Silva completaria no dia 1º de julho de 2012, 50 anos de vida sacerdotal. Deus o recompense por tanto bem feito ao povo de Deus nesta Diocese.


Acompanhe alguns momentos das exéquias na manhã de hoje


Dom José Luiz e o clero no momento da encomendação

Missa de corpo presente na Catedral

Clero conduz o corpo até a Capela Mãe dos Homens

Cortejo até a Mãe dos Homens

Últimas orações junto à sepultura

Familiares do Pe. José Maria acompanham em oração


Dados biográficos
Natural de Alagoinha (PE), nasceu no Sítio Belém no dia 21 de agosto de 1934. Foi ordenado em 1º de julho de 1962, em Roma, e celebrou a sua 1ª Missa na Catacumba da Mártir Priscila, em Roma. Atuante, participativo e extremamente fraterno, era irmão dos pobres. Não se apegava a coisas terrenas e vivia em função do próximo. 
Falava diversos idiomas. Morou anos na Bélgica e conhecia grande parte do mundo. Intelectual, leu grandes nomes da história e literatura mundial. Sua capacidade de lutar, de não se contentar com as injustiças sociais intrigava a todos. Aficionado pela Astronomia, ensinava ciência a todos e montou até um grupo de estudos na área. Foi vice-reitor,professor de Matemática e Música no Seminário São José, em Pesqueira. Foi assistente da Juventude Agrária Católica (JAC) e da Ação Católica Rural (ACR). Exerceu a função de pároco em Buíque, na Catedral Santa Águeda por 23 anos, e na Paróquia São Pedro em Belo Jardim. Como jornalista, seu último trabalho na Diocese foi dirigir o Jornal COMVIVER, de propriedade da Diocese de Pesqueira. 
Seu últimos dias foram vividos no Seminário São José. Sua luta pela vida começou desde o dia 16 de outubro de 2011 quando, numa celebração na Catedral de Pesqueira, sentiu-se mal, vindo a sofrer um desmaio e contraindo um coágulo cerebral em vista da queda e de ter batido com a cabeça ao solo. Foi constatado que houve sangramento anterior a queda do domingo, que pode ter sido causado por aneurisma ou outro tipo de complicação clínica. Faleceu, após uma crise convulsiva, na manhã do dia 24 de abril de 2012, por volta das 7 horas, na Casa de Saúde São José em Pesqueira, e foi sepultado nos jardins da Capela Mãe dos Homens, anexa à Cúria Diocesana.




Dom José Luiz escreve ao Clero de Pesqueira e faz primeiras nomeações

O Bispo Diocesano de Pesqueira, Dom José Luiz Ferreira Salles CSsR, no dia 15 de abril,  um dia depois de sua posse, dirigiu ao Clero diocesano a sua primeira mensagem, marcada por um forte tom pascal e de gratidão pela festa de acolhida da diocese á sua pessoa. Disse o Bispo: "Agradeço o empenho e a dedicação de todos na preparação de minha posse. Foi um momento de acolhimento de todo o povo de Deus, mas de maneira muito particular de vocês que formam o presbitério desta diocese".

Nomeações e confirmações "pro tempore"

Dom José Luiz nomeou em caráter "pro tempore" (por tempo provisório) os seguintes irmãos:
Pe. Eduardo de Freitas Valença - Vigário Geral
Pe. Eliseu Francisco dos Santos - Chanceler da Cúria
Pe. José Luiz Gomes da Silva - Procurador da Diocese
Pe. Marconni Barbosa - Vigário Judicial
Pe. Luiz Benevaldo dos Santos - Notário
Simone Galdino - Secretária da Cúria
Pe. Samuel Briano dos Santos - Coordenador de Pastoral

Assembleia reunirá mais de 300 bispos em sua 50º edição


Uma vez por ano, desde 1962, todos os bispos do Brasil se reúnem para discutir assuntos pastorais de ordem espiritual e temporal, e ainda problemas emergentes para a vida das pessoas e da sociedade, na perspectiva da evangelização. Este ano, a 50ª edição da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil será realizada entre os dias 17 e 26 de abril, em Aparecida (SP).

A realização da primeira assembleia aconteceu 10 anos após a fundação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que teve como primeiro presidente Dom Helder Câmara e foi aprovada pelo Papa Pio XII. A presidência da CNBB é eleita a cada quatro anos.
Segundo o Estatuto Canônico da Conferência, todos os membros da CNBB são convocados para a Assembleia Geral. Também podem ser convidados os bispos eméritos e bispos não-membros da CNBB, de qualquer rito, em comunhão com a Santa Sé e tendo domicílio canônico no país.

Contribuição para a Igreja e para a sociedade
A partir de retiros e reflexões, ao longo dessa história de 50 anos, as assembleias contribuíram para edificação da Igreja e da sociedade brasileira.
 Entre os principais temas discutidos durante os últimos anos, Dom Beni destaca a aprovação das diretrizes para a formação do clero no Brasil, o ministério dos presbíteros e ainda a ética na política.
 “Fazemos sempre um estudo de um tema pastoral relevante para a Igreja no Brasil e depois são tratados os principais temas para a Igreja, como a relação com o governo e assim por diante”, explica Dom Beni.
 O Bispo de Lorena, um dos bispos brasileiros de maior idade em exercício, esclarece que a Assembleia Geral é a instância decisória suprema da CNBB. Ela é realizada a cada ano, mas entre uma assembleia e outra, há o Conselho Permanente que toma as decisões referentes às ações pastorais no Brasil.
 “A assembleia é a comunhão entre os bispos e trata de assuntos pastorais. Este ano, o tema será sobre o ministério da Palavra, reflexão baseada na Exortação Pós-sinodal Verbum Domini, escrita pelo Papa Bento XVI”, conta o Bispo de Lorena.


Fonte: CNBB

Bento XVI completa 85 anos de vida e 7 de pontificado

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A Igreja no mundo inteiro tem três intenções de oração especiais nos próximos dias. Nesta segunda-feira, 16/04, Bento XVI celebra 85 anos de vida. No dia 19/04, quinta-feira, é o sétimo aniversário de sua eleição para sucessor do Apóstolo Pedro, e o início do pontificado em 24/04, terça-feira.

Em seu editorial semanal, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, da Rádio Vaticano e do Centro Televisivo Vaticano, Padre Federico Lombardi, recordou a expectativa que existia na Igreja há sete anos, quando o cardeal Ratzinger foi eleito papa: “um teólogo que por tanto tempo dirigiu um dicastério tão doutrinal saberia assumir uma tarefa tão diferente: o governo pastoral da Igreja universal”.
“Nestes sete anos, vimos 23 viagens internacionais a 23 países, e 26 viagens na Itália; assistimos 4 Sínodos dos Bispos e 3 Jornadas Mundiais da Juventude; lemos três Encíclicas, inúmeros discursos e atos magisteriais; participamos de um Ano Paulino e de um Ano Sacerdotal. Por fim, vimos o Papa enfrentar com coragem, humildade e determinação – ou seja, com límpido espírito evangélico – situações difíceis como a crise consequente aos abusos sexuais”, avalia Lombardi.
Ele recorda também a produção intelectual do cardeal Ratzinger, com as obras “Jesus de Nazaré” e o livro-entrevista “Luz do mundo”. “Da coerência e da constância de seus ensinamentos, aprendemos sobretudo que a prioridade de seu serviço à Igreja e à humanidade é orientar nossas vidas a Deus”, afirma padre Lombardi, que recorda os próximos eventos importantes da agenda do papa: o Encontro Mundial das Famílias, a visita ao Oriente Médio, o próximo Sínodo da Nova Evangelização e o Ano da Fé.
O porta-voz da Santa Sé também destacou o tom do discurso do papa em seu pontificado, contrário ao relativismo e à indiferença religiosa. “A fé e a razão se ajudam mutuamente na busca da verdade e respondem às expectativas e dúvidas de cada um de nós e de toda a humanidade; que a indiferença a Deus e o relativismo são riscos gravíssimos de nossos tempos. Somos imensamente gratos por tudo isso”.
Na oração do Regina Caeli deste Segundo Domingo da Páscoa, Bento XVI pediu aos fiéis que rezem por ele, para que o Senhor lhe dê as forças necessárias para cumprir a missão. O irmão do papa, Monsenhor George Ratzinger, que vive na Alemanha, está no Vaticano para acompanhar as celebrações destes dias.

CNBB manifesta posição contrária à decisão do STF

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       Após dois dias de apreciação sobre a legalidade do aborto de fetos anencéfalos, o Supremo Tribunal Federal (STF), foi favorável à legalização do ato, também chamado de antecipação terapêutica do parto. Diante da decisão, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu uma nota lamentando o parecer, por considerar que tal prática é “descartar um ser humano frágil e indefeso".
         De acordo com o documento expedido pela CNBB, apenas o Congresso Nacional pode legislar, com isso, não é atribuição do STF modificar a lei penal legalizando o aborto. “Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.”
         Na nota, foram mencionados os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação, como reza o artigo 5° (caput; 1°, III e 3°, IV) da Constituição Federal. No entanto, para a maioria dos ministros – oito manifestações favoráveis e duas contra –, não há aborto no caso dos anencéfalos. Os magistrados entendem que não há vida em potencial, baseados na convicção que o feto anencéfalo é um natimorto biológico.
         Entretanto, a CNBB tem posição contrária ao entendimento da corte. “Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!”, afirma o documento.
        Na conclusão da nota, a CNBB afirma que “ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos.” Tal juízo, dá subsídio ao princípio de que também é um dever da Igreja “a participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas”, o que exclui argumentos que afirmam se tratar de intervenção da religião, no Estado laico.
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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, emitiu nota oficial lamentando a decisão. No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".

Leia a integra da Nota:


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"Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.

Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.

Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!

A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção

Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.

A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB

Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB




Dom José Luiz encerrará Festa da Divina Misericórdia

Nosso bispo Dom José Luiz Ferreira Salles, C.Ss.R encerrará, no dia 15 de abril, com Missa às 11 horas, a Festa do Santuário da Divina Misericórdia, localizado na área rural de Arcoverde-PE, no CEDEC, a convite do Padre Adilson Simões, coordenador do Santuário e atual Administrador Diocesano. A festa que já acontece há 8 anos reúne sempre uma média de 10 a 15 mil pessoas vindas da diocese e de outras do Nordeste. Este ano o Santuário terá a alegria de receber Dom José Luiz e vários padres do Clero Diocesano para o encerramento. A expectativa dos organizadores é grande por se tratar da primeira visita do Bispo empossado na véspera, dia 14, a uma comunidade de sua nova Diocese. Logo em seguida, Dom José Luiz segue para Aparecida-SP, a fim de participar da Assembléia Geral dos Bispos.

Conheça a ADPF Nº 54/2004 sobre a descriminalização do pedido de antecipação do parto em casos de anencefalia

Dentre os argumentos, a ADPF Nº 54/2004 afirma que a “antecipação do parto em hipótese de gravidez de feto anencefálico é o único procedimento médico cabível para obviar o risco e a dor da gestante. Impedir a sua realização importa em indevida e injustificável restrição ao direito à saúde” da gestante.

Na verdade, o que estão solicitando, e que será votado no dia 11 de abril, é a descriminalização do pedido de antecipação do parto em casos de anencefalia. Isto é, 
a) que se declare inconstitucional a lei que diz ser necessário, à gestante com feto anencéfalo, entrar com um processo jurídico solicitando o direito de fazer a “antecipação do parto”, também denominado “parto terapêutico”;
b) que seja reconhecido o direito subjetivo da gestante de se submeter a tal procedimento sem a necessidade de apresentação prévia de autorização judicial ou qualquer outra forma de permissão específica do Estado;
c) que se reconheça, consequentemente, o direito do profissional de saúde de realizar a “antecipação do parto de bebês anencéfalos” em mulheres grávidas, desde que atestada, por médico habilitado, a ocorrência desta anomalia.

Observações: 
1. Se for aprovado, a ADPF Nº 54/2004 estará violando o direito à vida do bebê, que está sendo tratado como “doença” e não como ser humano, não importa quanto tempo de vida teria (um dia, nove meses no ventre da mãe, ou dez minutos, um dia, cinco ou dez dias após o nascimento); 

2. Haverá uma manipulação na consciência das mães, pois não é verdade que elas sejam “caixões ambulantes”, e nem que o bebê anencéfalo coloque sua vida em risco. O melhor é deixar a vida seguir seu curso e que o bebê viva o tempo que tem a viver. Só assim, a mãe ficará em paz com sua consciência e não carregará o trauma psicológico de ter eliminado seu filho doente, quando teria que cuidar dele; 

3. Acrescente-se ainda, que se for aprovado, tal lei estará violando “a liberdade de consciência” de profissionais da Saúde cristãos, que serão obrigados, por lei, a trabalharem em partos terapêuticos, isto é, “abortos”. Pois mesmo que a lei obrigue, não significa que fazer tal procedimento seja moral para ao profissional em questão, se a sua consciência não o permitir fazê-lo.

Aborto é falsa e ilusória defesa de direitos humanos, diz Bento XVI


"Seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até a morte natural. [...] Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático é atraiçoado nas suas bases".



Brasileiros vão fazer vigília de oração pela vida em frente ao Supremo Tribunal Federal



Para representar 82% dos brasileiros contrários a novas permissões para aborto no país (Vox Populi/2010), católicos de Brasília promoverão vigília de oração pela vida nascente, na Praça dos Três Poderes, diante do Supremo Tribunal Federal (STF) que na próxima quarta-feira deverá votar a despenalização do aborto de fetos diagnosticados com anencefalia. 
A vigília visa sensibilizar a sociedade brasileira e, especialmente, cada um dos onze ministros do STF que têm em mãos a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF n. 54) cujo objeto é a possibilidade do aborto de bebês deficientes anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril, no período da Páscoa.
Organizada pelos movimentos Legislação e Vida (São Paulo) e Pró-Vida e Família (Brasília), a vigília terá início às 18h do dia 10 de abril. Além de orações, a ocasião contará com apresentações artísticas gratuitas do cantor Nael di Freitas e da cantora Elba Ramalho que, além de cantarem seus sucessos, conduzirão momentos de oração com o terço dos nascituros o qual, em cada conta, possui representações da criança por nascer.
“Contamos com o apoio do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha e nossa inspiração é o exemplo do próprio Papa Bento XVI que, em 2010, começou a fazer vigílias no período doadvento por toda vida nascente e pediu que toda Igreja também fizesse!”, conta o padre da diocese goiana de Luziânia, Pedro Stepien, membro do Movimento Pró-Vida e Família e responsável por uma casa de apoio a gestantes em sua diocese. 

“Uma vida inocente não pode ser negociada no mercado, nem nos parlamentos e nem nos tribunais.

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O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), concedeu, recentemente, uma entrevista ao jornal “O São Paulo”, na qual fala sobre a ação de despenalização do aborto de anencéfalos, que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará no próximo dia 11, em Brasília (DF).
Segundo dom Petrini, o nascimento de uma criança portadora de anencefalia é um “drama” para a família e, especialmente para a mãe, mas afirma não ser justo não considerar o direito de nascer dessa criança. “É justo pensar formas de ajuda, de apoio, de manifestação de solidariedade com a mãe para que ela não se sinta sozinha para enfrentar esse drama. Persuadi-la que o melhor é abortar o seu filho, revestindo de legalidade o ato de eliminar o filho-problema não é a melhor resposta, não usa plenamente a razão porque não leva em consideração todos os fatores presentes: Não considera o drama que acompanhará aquela mulher pela incapacidade de acolher o seu bebê e pela decisão de expulsá-lo de seu ventre. Não considera o direito do filho a nascer. A objeção de que é destinado a morrer em breve tempo não procede. Por acaso há alguém que nasce e não tem como última meta a morte? Podendo prever a morte daqueles que não chegam à maturidade, iríamos eliminá-los também? Quem pode determinar o prazo mínimo para que uma vida humana seja acolhida?”, disse dom Petrini.
Perguntando se uma eventual despenalização do aborto de anencéfalos, por parte do STF, poderia abrir precedentes para outras flexibilizações do aborto, dom João Carlos Petrini afirmou que alguns princípios constituem como “colunas” que sustentam a vida social. “Uma vida inocente não pode ser negociada no mercado, nem nos parlamentos e nem nos tribunais. Abrindo exceção a esse princípio, abre-se uma brecha não só na lei e na prática do aborto, mas na consciência das pessoas: entende-se que uma vida que traz problemas pode ser eliminada. Uma lei ou a sentença de um Tribunal não só regulamenta um tema problemático, mas tem um extraordinário poder de formar a consciência coletiva. A recente difusão da violência no Brasil está certamente associada a estas brechas”, destacou.
“A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família espera dos cristãos uma postura mais clara e explícita de valorização da vida humana desde a concepção até a morte natural, dando testemunho que os possíveis dramas, quando abraçados com amor, tornam-se fonte de maturidade, riqueza humana extraordinária. Não fugir do drama, mas abraçá-lo é o caminho de uma dignidade e de uma grandeza humanas sem comparação. Esta postura, na contramão da cultura da banalidade hoje dominante que desvaloriza tudo, inclusive uma vida humana em formação no ventre materno, pode documentar que a morte não é solução, e que maior que a morte é o amor de Cristo que a venceu. Disso nós somos testemunhas”, finalizou dom Petrini, deixando uma mensagem aos cristãos.
Fonte: CNBB

Dom José Luiz envia mensagem de Páscoa à Diocese de Pesqueira

 
Leia abaixo a mensagem de Páscoa que nos foi enviada pelo nosso bispo eleito Dom José Luiz Ferreira Salles, C.Ss.R., veiculada em todas as paróquias e comunidades. 

Cantemos ao Senhor: 
Aleluia, Jesus ressuscitou! 

Dá-nos Senhor olhos pascais 
Olhos capazes de ver alem... 
Olhos que vislumbram: 
A vida para além da morte, 
O perdão para além da culpa, 
A unidade para além da divisão. 
Olhos capazes de ver. 
No rosto humano – o rosto de Deus 
No rosto de Deus o rosto humano. 
Dá-nos Senhor, 
A força pascal da Vida Nova 
Que brota de tua Ressurreição 
Amém ! (Klaus Hermmerbe) 

Desejo a todos de nossa diocese de Pesqueira 
uma Feliz Páscoa! 
D. José Luiz Ferreira Salles, CSsR

Diocese de Pesqueira encerra campanha de Páscoa


                Conforme previsto, a Diocese de Pesqueira encerrou ontem a campanha "Pascoa entre irmãos", iniciada no dia 16 de fevereiro, com premiação de 1 Fiat 0Km 4 portas 2012, com renda revertida para a ação missionária e evangelizadora da Igreja diocesana.
            O número sorteado pelo 1º prêmio da Loteria Federal, extração 04647, do dia 7 de abril, foi:

08.906
              O prêmio saiu para a cidade de Buíque, Paróquia São Félix de Cantalice.
       Agradecemos a todos que participaram da campanha e colaboram conosco nesta iniciativa.

CNBB convoca para Vigília de Oração pela Vida e contra o aborto na Semana de Oitava de Páscoa




Na próxima quarta-feira, dia 11/04, o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza o julgamento sobre a descriminalização do aborto de anencéfalos – casos em que o feto tem má formação no cérebro. A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou nesta Sexta-feira Santa, 06/04, uma carta a todos os bispos do país, convocando para uma Vigília de Oração pela Vida às vésperas do julgamento.
Em agosto de 2008, por ocasião do primeiro julgamento do caso, a CNBB publicou uma nota que explicita a sua posição. 

“A vida deve ser acolhida como dom e compromisso, mesmo que seu percurso natural seja, presumivelmente, breve. (...)Todos têm direito à vida. Nenhuma legislação jamais poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito. Portanto, diante da ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não se pode aceitar exceções. Os fetos anencefálicos não são descartáveis. O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso. A Igreja, seguindo a lei natural e fiel aos ensinamentos de Jesus Cristo, que veio “para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10), insistentemente, pede, que a vida seja respeitada e que se promovam políticas públicas voltadas para a eficaz prevenção dos males relativos à anencefalia e se dê o devido apoio às famílias que convivem com esta realidade”.


A seguir, a íntegra da carta da presidência da CNBB, bem como o texto completo da nota sobre o assunto.

Brasília, 06 de abril de 2012
P - Nº 0328/12
Exmos. e Revmos. Srs.
Cardeais, Arcebispos e Bispos
Em própria sede

ASSUNTO: Vigília de Oração pela Vida, às vésperas do dia 11/04/12, quarta feira.
DGAE/2011-2015: Igreja a serviço da vida plena para todos (nn. 65-72)
“Para que TODOS tenham vida” (Jo 10,10).
CF 2008: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).
CF 2012: “Que a saúde se difunda sobre a terra” (Eclo 38,8).

Irmãos no Episcopado,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil jamais deixou de se manifestar como voz autorizada do episcopado brasileiro sobre temas em discussão na sociedade, especialmente para iluminá-la com a luz da fé em Jesus Cristo Ressuscitado, “Caminho, Verdade e Vida”.
Reafirmando a NOTA DA CNBB (P – 0706/08, de 21 de agosto de 2008) SOBRE ABORTO DE FETO “ANENCEFÁLICO” REFERENTE À ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL Nº 54 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, a presidência solicita aos irmãos no episcopado:
Promoverem, em suas arqui/dioceses, uma VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA VIDA, às vésperas do julgamento pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possibilidade legal do “aborto de fetos com meroanencefalia (meros = parte), comumente denominadosanencefálicos” (CNBB, nota P-0706/08).
Informa-se que a data do julgamento da ADPF Nº 54/2004 será DIA 11 DE ABRIL DE 2012, quarta feira da 1ª Semana da Páscoa, em sessão extraordinária, a partir das 09 horas.
Com renovada estima em Jesus Cristo, nosso Mestre Vencedor da morte, agradecemos aos irmãos de ministério em favor dos mais frágeis e indefesos,


Cardeal Raymundo Damasceno Assis 
Arcebispo de Aparecida 
Presidente da CNBB 
Dom José Belisário da Silva  
Vice Presidente da CNBB 
Dom Leonardo Steiner
Secretário Geral da CNBB
Arcebispo de São Luiz 




LEIA, MEDITE E LOUVE. ALELUIA! FELIZ PÁSCOA!


Foi morto, como se faz com os revolucionários.
Antes, torturado na delegacia
e, por fim, assassinado com morte humilhante.
Mas o eliminaram porque não conseguiram vencê-lo.
A desordem que ele trazia era a única ordem verdadeira.
Por isso, ao pregá-lo na cruz, assinaram sua própria derrota.

 
Foi entregue de volta à terra como se faz com os pobres:
com uma flor vermelha - Sangue e Água - à altura do coração
perpassando o lençol do sudário.
E chumbaram a pedra do sepulcro
como senhores medrosos da morte
declarando-se sem poder diante da vida.

Foi sepultado na véspera da festa da páscoa antiga - 
passagem para a liberdade.
Foi como lhe abrir o caminho
no mar vermelho do seu próprio sangue
para ele passar os vagalhões da morte.


 
Aconteceu na madrugada.
A terra mãe sentiu chegar a hora esperada
ao longo de milhões de anos.
Contraiu o ventre em terremoto e, das entranhas, deu á luz
o Primogênito dos viventes.
 


Pedro e João, em seguida, tiraram do útero vazio o sudário,
placenta usada, relíquia do passado.
Fogem os guardas da velha ordem. 
Os poderosos teimam no sistema da mentira. 
O povo continua chorando o justo.
 
Mas ele - Jardineiro da criação nova 
Sol que rechaça as trevas,
vai ao encontro de Madalena e se deixa abraçar os pés.
Vê estrelas nas chagas saradas
ela, em outro tempo sarada do seu pecado.

Os Apóstolos ganham, de repente, a transparência da fé:
Cristo ressuscitou! Aleluia!
E Maria canta de novo, mais alto, com voz clara, o seu cântico
com o "amém" da promessa cumprida.


Texto: Arnaldo de Vidi (Jadineiro da Nova Criação - CD Agora Vale a Vida - Paulinas 1993)



Pe. EDSON COMPÕE MÚSICA DE ACOLHIDA AO NOVO BISPO

         Por ocasião da festa de posse de Dom José Luiz Ferreira Salles, em Pesqueira, no próximo sábado, dia 14, o Pe. Edson Rodrigues compôs uma canção que será cantada por toda a praça para acolher o novo Pastor. 
        A letra foi inspirada em votos de boas-vindas e no lema episcopal do novo Bispo, "Deus é amor".


Veja a letra abaixo:


“DEUS É AMOR”
Canção de acolhida a D. José Luiz Ferreira Salles, C.Ss.R.
8º Bispo Diocesano de Pesqueira

Felizes aqui viemos
Unidos pra louvar Nosso Senhor.
Um canto a Deus cantamos,
pois Ele nos mandou nosso Pastor.
E a Igreja em grande festa, em júbilo e louvor
exulta, canta, vibra e a Deus bendiz.
Pesqueira com alegria, com fé e com amor
Acolhe ao nosso Dom José Luiz.

Seja bem-vindo, tu és bendito!
Vem pro nosso meio, ó bom pastor!
A tua Igreja louva e diz: “Deus é amor”. 

DOM JOSÉ LUIZ SE DESPEDE DO POVO DE FORTALEZA

SAUDADE É AQUILO QUE FICA 
DE QUEM NÃO FICOU”… 

        Na manhã de hoje (5) Dom José Luiz Ferreira Salles se despediu do povo da Arquidiocese de Fortaleza, na catedral metropolitana, na Missa da Unidade e Bênção dos Santos Óleos.

Leia íntegra da carta de Dom José Luiz:

          Trancar o dedo numa porta dói… Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé doem, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade.
          Parafraseando Drumont de Andrade digo que “SAUDADE É AQUILO QUE FICA DE QUEM NÃO FICOU”…
          “Quem parte leva saudades de alguém”… Assim diz a música… Na verdade quem parte leva muito mais que saudades… Leva e deixa o coração, uma vida… Tenham certeza, desses anos na Arquidiocese de Fortaleza, levo muito mais que saudades!…
         Levo a fé de um povo que se reúne aos milhares para caminhar com Maria… Que logo de madrugada todo dia 13, estão aos pés da Virgem de Fátima, para apresentar sua ação de graças e fazer seus pedidos.
          Levo a Vida Religiosa sempre com os olhos fixos no Senhor procurando em meio a crises e desafios lançar as redes em águas mais profundas.
          Em meu coração vão todos os agentes das Pastorais Sociais que movidos por um amor solidário lutam pela causa dos pequenos.
          Vão comigo os padres que me acolheram sempre com carinho e amizade. Muito obrigado a cada um.
          E da nossa querida juventude? Carrego a teimosia, a vibração, os sonhos de ir ao encontro das complexas realidades juvenis em nossa Arquidiocese. Coragem! Sigam em frente.
         Ainda há espaço para levar muita gente que esteve ao meu lado cuidando da alimentação, roupa, transporte, saúde… que me acolheu em suas casas para um baião de dois!… que me ofereceu uma rede para um cochilo depois do almoço nas longas jornadas das visitas missionárias… Ou um dia de descanso comendo um peixinho na beira da praia!…
         Não posso esquecer que levo também presentes valiosos que ganhei nesses anos de convivência com meus irmãos bispos: D. Edmilson e sua juventude persistente, incansável na luta pela justiça! D. Adalberto, sempre com seu bom humor. D. Rosalvo, que nem bem chegou já vai ganhando o coração de todos nós com sua simplicidade e piedade. D. José Antonio, que me ordenou bispo e com quem aprendi a amar mais ainda a Igreja, aprendi, pela sua confiança em Deus, a paciência nos momentos difíceis. Obrigado D. José!    Aprendi muito nesses anos de convivência. Conte com minhas orações.
         Em um coração missionário sempre cabe mais um. Cabe você que é seminarista!… Levo comigo cada um e continuo rezando para que Deus lhe dê a graça da perseverança.
         Enfim, meus irmãos e irmãs, quem parte pode ficar mais pobre. Eu fico mais rico, por ter convivido com vocês e poder levar comigo tantas experiências que me fizeram crescer. Não estou mudando de casa, mas de quarto… A casa e a Igreja sempre discípula missionária.
       Rezem por mim para que eu possa continuar minha missão como pastor junto ao rebanho do Senhor na terra da renascença do doce e do povo Xukuru do Ororubá.
        Obrigado de coração, por tanto amor e carinho para com este servidor! Hoje me despeço de todos já com uma saudade danada!… Saudade, aquele sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos – Bob Marley. Ficamos todos com saudade, mas com uma certeza: ficamos todos com Deus!
         Muito obrigado!
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza