DOMINGO DE RAMOS (01/04)


Textos:
1ª.  Leitura: Is  50,  4-7
2ª.  Leitura: Fl   2,  6 - 11
Evangelho: Mc 15, 1 – 39

Os relatos da Paixão são pontos altos dentro da teologia de cada evangelista. O evangelho de Marcos inicia afirmando: "Começo da Boa Notícia de Jesus, o Messias, o Filho de Deus" (1,1). E no relato da paixão-morte-ressurreição de Jesus retornam com força os temas da Boa Notícia de Jesus, Messias e Filho de Deus. A Boa Notícia, - que é a prática de Jesus, - provocou reações em cadeia desde os inícios do evangelho de Marcos. De fato, já em 3,6, os fariseus e alguns do partido de Herodes faziam um plano para matá-lo. A morte de Jesus, portanto, não aconteceu por acaso, MAS é resultado de um plano de morte dos líderes religiosos e políticos. Esse plano dá certo porque Judas, um dos que andam com Jesus, rompe o cerco, permitindo que "os de fora" (cf. 4,11) executem seus projetos de morte. Judas é o traidor, e Pedro, um dos que tinham sido chamados a "estar com Jesus" (cf.3,14), reage com energia quando alguém lhe diz: "você também estava com ele" (14,67).


Jesus vai até o fim. Ele é a semente que, jogada na terra (cf.4,3ss), vai produzir frutos além da expectativa. Mas sentir-se-á abandonado por todos, pois um discípulo prefere fugir nu (14,52) a se comprometer com o Mestre. Este, na cruz, sente-se abandonado pelo próprio Deus (cf. 14,34). O evangelho de Marcos é apenas o início da Boa Notícia. Depois que ressuscitou, Jesus precede os discípulos na Galileia (cf.16,7), lugar de gente marginalizada, para a qual a prática de Jesus se tornou de fato notícia alegre, pois trazia, junto com as palavras, a libertação dos oprimidos. É lá, - na Galileia do dia-a-dia,- que os discípulos se encontrarão com Jesus, desde que façam no hoje de sua história as mesmas coisas que o Mestre fez para libertar os oprimidos. O evangelho de Marcos é sempre um início, a fim de que Jesus seja Boa Notícia para quem sofre. 


Jesus é o Messias e Filho de Deus. Comparecendo diante do Sinédrio, o sumo sacerdote o interroga: "És tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?" (14,61). E Jesus confessa: "Eu sou. E vocês verão o Filho do homem sentado à direita do Todo-Poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu" (14,62). É a única vez no evangelho de Marcos, que Jesus afirma ser o Messias, o escolhido por Deus para realizar seu projeto de liberdade e vida. O que soa blasfêmia para a sociedade que mata (14,63) é a maior profissão de fé de quem nele crê e a ele adere. No relato da paixão seu messianismo adquire pleno significado: ele é o Filho ungido pelo Pai. 
- Uma mulher unge a cabeça de Jesus (14,3), reconhecendo-o Messias.
- O  Sinédrio  rejeita  e   condena  à  morte.   
- O  oficial  romano  reconhece  nele  o  Filho  de Deus:  "de  fato,  esse  homem  era  mesmo Filho  de  Deus"  (15,39). 


Jesus é Messias-Rei, mas sua realeza se distancia dos padrões de poder e autoridade daquele tempo e de hoje. Quando os soldados o vestem com um manto vermelho, põem em sua cabeça uma coroa de espinhos e o saúdam, estão na verdade ridicularizando os poderes deste mundo que assim se vestem e oprimem. Jesus é Rei porque se despoja desse tipo de poder e se afasta do círculo dos poderosos (cf.15,21), dando a vida pelos seus. De réu diante do Sinédrio ele se torna juiz (o Filho do Homem sentado à direita do Todo- Poderoso e vindo sobre as nuvens de 14,62 recorda o juiz de Daniel 7,13), e juiz que desmascara todo tipo de poder que explora e oprime o povo. Jesus crucificado é o verdadeiro Rei. É o Messias da cruz. Tendo um bandido à direita e outro à esquerda (15,27), ele se apresenta nos moldes das aparições públicas dos reis daquele tempo, que se mostravam ao povo ladeados por seus auxiliares imediatos. Mas sua realeza é diferente, pois está a serviço dos condenados que a sociedade julga fora-da-lei (cf.15,28). Quando Jesus foi batizado, o céu se rasgou (1,10), realizando o sonho de Is 63,19, traduzindo assim o fim do aparente silêncio de Deus. Quando morreu na cruz, cortina do Santuário se rasgou de alto a baixo (15,38), decretando o fim da sociedade e da religião patrocinadoras de morte para o povo. Esta é a Boa Notícia que a morte e ressurreição de Jesus trazem às pessoas de todos os tempos e lugares.

Fonte: Revista Digital de Liturgia – Arquidiocese de Campinas SP

Iniciado o credenciamento da Imprensa para a Festa de Posse do novo Bispo de Pesqueira



A Coordenação de Imprensa da festa de Posse de Dom José Luiz Ferreira Salles recebeu a confirmação dos quatro primeiros órgãos que marcarão presença  em Pesqueira. São eles: a TV Asa Branca (afiliada da Rede Globo-Caruaru), o Sistema Canção Nova de Comunicação (Gravatá), o Jornal Tribuna da Região (Arcoverde) e a Revista Destaque.
A festa acontecerá no dia 14 de abril, às 17 horas, na Praça Dom José Lopes na presença de dezenas de Bispos do Regional Nordeste 2 (PE, PB, RN e AL), além de vários sacerdotes, religiosos e religiosas, seminaristas e o fieis que virão das 13 cidades da Diocese de Pesqueira, além de delegações de outros estados. Destaque para a delegação da cidade de Fortaleza-CE que marcará presença com mais de 100 pessoas, além do Governador do Estado do Ceará, Sr. Cid Gomes e do Governador de Pernambuco, Sr. Eduardo Campos.

A canção Nova estará transmitindo via internet no blog da Canção Nova Gravatá para todo o Brasil e o mundo.
Outros órgãos de imprensa, inclusive do Ceará, ainda estão para confirmar suas presenças no evento.

Arquidiocese de Fortaleza homenageia Dom José Luiz

A edição do mês de março do Boletim Informativo da Arquidiocese de Fortaleza, publicado pelo Secretariado de Pastoral, dedica uma bela página de gratidão e homenagem ao nosso Bispo Diocesano Dom José Luiz Ferreira Salles, em reportagem assinada por Miguel Brandão.
Veja abaixo a homenagem na íntegra.

            O Secretariado de Pastoral, as Pastorais Sociais, a Pastoral da Comunicação, as diversas pastorais ligadas à Dimensão Missionária, as pastorais e grupos que compõem o setor Juventude, os padres e as religiosas que o procuravam muito para pedir aconselhamento, para convidá-lo para celebrações ou encontros, grupos da sociedade cearense e dos meios decomunicação que o buscavam em algumas situações em que a presença da Igreja era importante, todos iremos sentir a sua ausência. Obrigado, Dom José Luiz. O senhor é muito bom, muito santo, sempre presente. Preza aos céus que Dom José Antonio, arcebispo de nossa igreja arquidiocesana, ganhe logo um outro auxiliar tão bom, tão santo e tão presente como foi dom José Luiz. 
           Praza aos céus que Dom José Antonio, arcebispo de nossa igreja arquidiocesana, ganhe logo um outro auxiliar tão bom, tão santo e tão presente como foi dom José Luiz e que junto com dom Rosalvo o auxilie no pastoreio da Arquidiocese de Fortaleza. 
         A celebração de posse será no dia 14 de abril, às 17 horas, na Catedral Diocesana de Santa Águeda, em Pesqueira - PE. 

          Para homenageá-lo transcrevemos aqui alguns trechos de sua entrevista a um repórter do Jornal do Comércio do Agreste, no calor da sua transferência: 

Sobre sua vida 
          Nasci a 23 de janeiro de 1957, na cidade de Itirapina (SP). Sou filho de Luiz Ferreira Salles (falecido) e Abigail Aparecida Leme Soares Salles. Em 1970 entrei para a Congregação do Santíssimo Redentor (Redentoristas). Fiz minha profissão religiosa em 31 de janeiro de 1982. Fui ordenado sacerdote no dia 14 de dezembro de 1985. 
          Trabalhei nas Missões Populares, residindo em Tietê (SP), em 1986 e 1987; em Garanhuns (PE), de 1988 a 1996, fui coordenador da equipe missionária; de 1993 a 1995 fui conselheiro na Vice-Província de Recife-PE; 1996 a 2004, fui eleito superior vice-provincial da Vice-Província Redentorista Recife (PE); de 2002 a 2004, fui administrador paroquial na Paróquia de São Pedro em Caraúbas, Diocese de Campina Grande (PB); em 2005 fui nomeado reitor da casa de Teologia Inter-Provincial dos Missionários Redentoristas em Fortaleza. No dia 02 de Fevereiro de 2006 fui nomeado pelo Papa Bento XVI Bispo Auxiliar de Fortaleza, sendo ordenado na capital cearense no dia 17 de março do mesmo ano. 

Sobre sua transferência 
          É sempre uma surpresa, porque a preocupação maior no dia a dia não é quando vai ser transferido, mas o trabalho pelo Reino. Na Igreja o padre e o bispo são missionários a serviço do Evangelho. Tenho falado por aqui que só mudo de quarto, a casa é a mesma. Em carta escrita à nunciatura aceitando o pedido escrevi: acolho a nomeação como um servidor da Igreja, confiando que a bondade e a graça de Deus não hão de me faltar nesta nova missão. 

Sobre o trabalho como bispo da nova diocese 
          O bispo não é pastor de uma diocese sozinho. Os padres, religiosos e religiosas, os leigos são colaboradores no ministério episcopal. Conto ainda com os irmãos bispos do Regional NE 2. Juntos, abertos à voz do Espírito, saberemos discernir os caminhos de Deus. Tenho consciência de que já existe uma Igreja viva, atuante, presente nas diversas realidades da diocese. Cabe àquele que chega, conhecer, somar, animar uma missão que não começa agora, mas que já tem uma caminhada de 93 anos de história. 

Sobre a missão da Igreja nos tempos atuais 
          Gosto muito do que fala o Concílio Vaticano II, no decreto Apostolicam actuositatem: "A missão da Igreja não consiste só em levar aos homens a mensagem de Cristo e sua graça, senão também em penetrar do espírito evangélico as realidades temporais e aperfeiçoá-las". Parafraseando a Evangelii Nuntiandi, números 14 e 80, digo que a missão da Igreja é evangelizar sob ação do Espírito Santo, com alegria, mesmo entre lágrimas, pois evangelizar constitui a graça e vocação própria da Igreja, sua identidade mais profunda. 

Sobre as questões sociais 
          Creio que a Igreja tem contribuído muito nas questões sociais, pois como diz o Papa Bento XVI na Carta Encíclica Deus Caritas Est, nº 25, “Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, expressão irrenunciável da própria essência”. 
          A Igreja sempre se coloca nas fronteiras da evangelização no mundo dos pobres e marginalizados.    Hoje, como no tempo de Jesus, as multidões pobres estão “cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor”. Esta vocação de fronteira da igreja, sobretudo na atuação da Cáritas e das Pastorais Sociais, está presente no trabalho da CPT que se coloca junto dos que são expulsos com violência de suas terras, do CIMI quando se ergue em defesa dos indígenas. Esta mesma vocação de fronteira aparece hoje nas pastorais voltadas para as novas camadas marginalizadas do mundo urbano: a Pastoral Mulher Marginalizada, do Menor, da HIV/Aids, dos Migrantes e outras. 
           Ressalto , ainda, as Campanhas da Fraternidade que, ao longo de décadas, vêm levando a sociedade a discussões de assuntos relevantes para o bem comum, seja na preservação do meio ambiente, seja na questão da violência, da saúde publica, etc. Assuntos como o tráfico de seres humanos, trabalho escravo, migrações , a situação da população de rua e outros semelhantes estão, hoje, no coração da Igreja cuja grande colaboração, acredito, é, à luz da Palavra de Deus, anunciar que Ele é Pai de todos e que violar a vida humana, da sua concepção à morte, é ferir o coração de Deus. 

Sobre o Deus de sua fé 
          Acredito no Deus amoroso, compassivo e misericordioso. É por isso que escolhi como lema de meu episcopado “Deus é Amor”. Esse Deus, como lembra Santo Afonso, fundador dos Missionários Redentoristas, em seus escritos, é um Deus dos contrastes que em Jesus vem cativar irresistível e livremente cada um de nós. O Verbo feito carne, o grande feito pequeno, o senhor convertido em escravo, o forte feito frágil, o rico feito pobre, o excelso humilhado. 

Miguel Brandão
Arquidiocese de Fortaleza
 
Fonte: www.arquidiocesedefortaleza.com.br

Câmara de Fortaleza-CE realiza sessão solene em homenagem a Dom José Luiz



A Câmara Municipal de Fortaleza realizará, nesta quarta-feira, 28, sessão solene em homenagem ao ex-bispo auxiliar de Fortaleza, Dom José Luiz Ferreira Salles. Reconhecido por sua atuação em defesa do povo, integra a Comissão Episcopal Pastoral Caridade Justiça e Paz e o Setor Mobilidade Humana da CNBB, preside o Serviço Pastoral do Migrante (SPM) e acompanha, ainda, a Pastoral do Povo da Rua Nacional, sendo, por tudo isso, uma referência para as pastorais socias.

Recém nomeado bispo de Pesqueira, em Pernambuco, Dom José Luiz está de partida de Fortaleza, por isso também a oportunidade da homenagem que ocorrerá no plenário da Câmara, a partir das 18h30. A sessão foi proposta pelo vereador do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), João Alfredo, para quem “O ex-bispo auxiliar teve um papel fundamental como mediador durante a greve dos policiais militares e bombeiros do Estado do Ceará”, em janeiro último. À época, Dom José Luiz afirmou ter rezado junto às famílias e participantes da greve e declarou ser essa a missão da Igreja.

25 de março - ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

          
         Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço. 
          Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, como afirmou o Papa São Leão Magno: "A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade."
          Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’" (cf. Lc 1,26-38).

         Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: "Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10,7).       Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.
         Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:

"Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".

Reflexão para o 5º Domingo da Quaresma (25/03)

 
A cruz é a “hora” de Cristo.
Leituras: 
Jeremias 31, 31-34
Salmo 50 (51), 3-4.12-13.14-15
Carta aos Hebreus 5, 7-9
João 12, 20-33

Refletindo a Palavra
          Estamos chegando ao final da Quaresma. No próximo domingo iniciaremos a Semana Santa, com o Domingo de Ramos. Neste dia, também concluiremos a primeira etapa da Campanha da Fraternidade 2012. Com o gesto concreto da coleta manifestamos nossa atitude de partilha e solidariedade.
          Na celebração de hoje somos convidados a ver Jesus em sua missão recebida do Pai. Seguimos os passos dos gregos que subiram a Jerusalém para adorar a Deus. Mas eles querem ver Jesus. O que significa ver Jesus? Por que ver Jesus? Ver Jesus é compreender sua atitude e desvendar seu projeto. Jesus mesmo o explica, fazendo uma meditação sobre a “hora”.
          “Hora” é o final de sua vida terrestre. Tudo caminha para essa hora. A “hora” é momento no qual o amor gratuito de Deus, materializado em seu carinho pelos pobres, encontra-se com a força social e religiosa que o rejeita: o pecado. Esse conflito expressa-se na cruz. Por isso, a cruz é levantada como denúncia daquilo que leva Jesus à morte e como testemunho de sua entrega de amor. (A Solenidade da Anunciação do Senhor é transferida para o dia de amanhã)
          No livro de Jeremias, no capitulo 31, é anunciado que um dia Deus estabelecerá uma nova aliança com o seu povo. Este é um texto referencial no Antigo Testamento.
          Após o reinado desastroso e corrupto de Manassés, sobe ao trono o rei Josias. Ele é muito criança quando assume o poder, mas aos poucos, revela-se muito piedoso e inicia uma profunda reforma religiosa. Jeremias observa tudo em silêncio e mostra-se favorável à escolha do novo monarca.
Em todos despertam esperanças de dias melhores. Está em andamento uma renovação espiritual e política. Enfim, Israel poderia voltar a ser um povo unido, poderoso e forte, como nos tempos de Davi e Salomão.
          Nos bastidores dos novos tempos há, porém, uma inquietante reflexão: é preciso descobrir os erros do passado e tomar providências para que certas coisas não mais se repitam. Jeremias lembra um fato histórico decisivo: cem anos antes as tribos do Norte foram aniquiladas pelos assírios. E pergunta: pó que Deus permitiu tal desgraça?
           Nos versos 31 e 32, o Senhor responde dizendo: “o reino do Norte foi destruído por causa da sua infidelidade à aliança”. Sim, algumas centenas de anos atrás, os israelitas no Sinai tinham feito uma aliança com Deus que os tirou do Egito e que tinha se comprometido a defendê-los e fartá-los de bens; havia-lhes prometido uma vida feliz e próspera. Essa promessa tinha, no entanto, uma condição: que eles observassem seus mandamentos e ouvissem seus profetas. O povo tinha jurado fidelidade, mas, na prática, tinha acontecido o contrário.
          Como reatar essa aliança? Com que garantias? Em que contexto? É necessário estabelecer uma nova aliança. A aliança e a lei deverão ser escritas não em pedras frias, mas no coração das pessoas. Gravadas pela força do Espírito. Quem recebe esse Espírito é capaz de vencer todas as tentações.
          Quando se realizará essa profecia? A profecia começa a realizar-se na Páscoa de Cristo, quando ele, morrendo e entrando na glória do Pai, enviou o Espírito Santo. A partir daquele dia, a lei de Deus foi gravada em nosso coração.
          A Nova Aliança que Deus vai estabelecer, após soberanamente ter perdoado o rompimento da antiga, não consiste nem numa modificação das diretrizes dadas no Sinai e dos compromissos ali assumidos, nem num novo culto puramente espiritual: ela consiste, por sua vez, no fato de as diretrizes e os compromissos de outrora serem inscritos no fundo do coração, no íntimo do homem. A estrutura da personalidade será de tal modo regenerada que cada um, instruído no seu íntimo, conhecerá e fará a vontade do Senhor.
          Na Carta aos Hebreus, encontramos um Jesus humano. Ele não fingiu ser homem, ele passou verdadeiramente por todas as dificuldades e tentações comuns aos seres mortais. Tudo isso, porém, com uma diferença: nunca se deixou vencer pelo mal ou pelo pecado e sempre se manteve fiel ao Pai.
          Hoje apareceu claramente a reação de Jesus frente à morte e ao sofrimento. Sentiu na carne aquilo que se passa com o ser humano nessas situações. Dirigindo-se ao Pai pediu que ele o ajudasse e, se possível, o poupasse da dor e da morte. Orou, sentiu necessidade de invocar o Pai, para descobrir a sua vontade e para ter forças para realizá-la.
          No Evangelho de João é narrado um fato acontecido poucos dias antes da última páscoa de Jesus. Um grupo de gregos ou de estrangeiros que se tinham convertido à religião judaica ouvira falar de Jesus e queria encontrá-lo, ou melhor, vê-lo.
          Para João, ver Jesus não significa só contemplá-lo com os olhos, mas conhecê-lo em profundidade, descobrir quem ele é realmente. Os gregos querem penetrar no íntimo da pessoa de Jesus. Antes eles eram pagãos, adoravam ídolos e tinham práticas supersticiosas. Um dia, porém, conheceram o Deus de Abraão e aceitaram a religião hebraica.
          Por ocasião da Páscoa, sobem até Jerusalém não para fazer turismo, mas para rezar, para encontrar-se com Deus e descobrir o que ele ainda quer deles. Tomam consciência que ainda não alcançaram aquilo que o Senhor lhes pede. Sentem que Deus quer que eles se dirijam a Cristo. Eles, no entanto, não se dirigem diretamente a Jesus, mas a Felipe e André, os únicos apóstolos com nome grego, portanto, os interlocutores e mediadores mais apropriados.

Fonte: www.magnificatfm.com.br

Bispo de Floresta é transferido e Reitor do Seminário de Caruaru é eleito Bispo para Fortaleza

O Santo Padre, o papa Bento XVI nomeou hoje, dia 21, para bispo da prelazia de São Felix do Araguaia (MT), dom Adriano Ciocca Vasino, transferindo-o da sede episcopal de Floresta (PE).

 

Dom Adriano Ciocca é bispo de Floresta desde o dia 2 de maio de 1999. Ele é italiano de Borgosesia, Vercelli. Foi nomeado bispo em 3 de março de 1999, pelo papa João Paulo II. Sua ordenação aconteceu em sua terra natal, em 2 de maio de 1999. Até a 49ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em 2011, era membro da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, como bispo responsável pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) no Brasil.

Reitor eleito Bispo

dom_Jos_Luiz_Gomes_de_Vasconcelos 

Também foi nomeado o Monsenhor José Luiz Gomes de Vasconcelos, segundo a Nunciatura Apostólica, acolheu a solicitação do arcebispo de Fortaleza, dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, de contar com a colaboração de mais um bispo auxiliar. Monsenhor José Luiz é atualmente reitor do Seminário Maior de Caruaru, em Pernambuco. Nasceu em Garanhuns (PE), em maio de 1963. Estudou Filosofia e Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo (SP). Como aluno do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma, obteve diploma de mestrado em Teologia Patrística e História da Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde o ano passado, monsenhor José Luiz é presidente do Regional Nordeste 2 da Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (OSIB).

Fonte: CNBB




Reflexão do dia (21/03) João 5, 17-30

Jesus começa aos poucos a manifestar a sua origem e a sua natureza divina. Ele de fato é o Filho de Deus, que veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e realizar a sua obra, que é a salvação de todas as pessoas, salvação que significa ressurreição e vida eterna, libertação do jugo do pecado e da morte. Mas esta obra é somente para quem crê que Jesus é o Filho de Deus, é para quem crê que ele veio ao mundo para fazer a vontade do Pai e vê na sua ação a ação divina em favor dos homens, de modo que a fé é essencial para a nossa salvação, para a nossa ressurreição e para que vivamos eternamente.

Fonte: CNBB

IMAGENS DO SHOW DE ENCERRAMENTO DA FESTA DE SÃO JOSÉ EM BREJO DA MADRE DE DEUS-PE

Uma multidão se reuniu ontem (19/03) para o encerramento da Festa de São José em Brejo da Madre de Deus. A programação da tarde contou com procissão reunindo milhares de fieis. Em seguida, o povo escutou com atenção a pregação feita pelo Pe. Adilson Simões, Administrador Diocesano. Ponto alto da programação se deu com a Bênção do Santíssimo Sacramento sobre a cidade, num momento de grande manifestação de fé e alegria para todo o povo ali reunido. Presentes além do Pe. Danilo, pároco local, os sacerdotes filhos da terra: Pe. Jailson Santos e Pe. Pedro Monteiro, além de seminaristas e religiosas.

Após as cerimônias religiosas, o povo se dirigiu ao pátio de eventos para assistir e participar do Show-Mensagem "UM canto pela vida", com Pe. Edson Rodrigues & Banda Ressurreição. Durante duas horas e meia, o Pe. Edson cantou canções de seu repertório, com destaque para as músicas que farão parte do seu novo disco. O povo cantou junto, vibrou e participou com alegria destes momentos.

Confira abaixo algumas imagens do show.