Reflexão para o 16º DOMINGO DO TEMPO COMUM



Leituras: 
Jeremias 23, 1-6; 
Salmo 22 (23); 
Efésios 2, 13-18; 
Marcos 6, 30-34
 
Cristo deixou pastores instituídos para continuaram a guiar o seu povo, quer por prados e campinas verdejantes, quer por vales tenebrosos. Eles são chaves indispensáveis à vida e à missão da Igreja. A preparação e o cuidado desses pastores se faz cada dia mais exigente e de responsabilidade de todos.,
Existem tantos pobres e famintos, abandonados e sem carinho. A comunidade eclesial, que celebra o pastoreio de Jesus Cristo, não pode cruzar os braços nem fechar os olhos diante da situação de tantos e tantos sofredores, ovelhas sem pastor.
Pastor é quem tem responsabilidade pelo bem de outras pessoas. A atitude de Jesus lembra-nos que esta é a forma de ser de Deus, e também deve caracterizar a comunidade cristã.
No seguimento de Jesus, somos ovelhas e pastores, convocados a viver a “compaixão/sentir com” os pobres, a ser “pastores amorosos“, responsáveis pela sorte, pela vida, pela paz, pela felicidade dos irmãos e irmãs.
Jesus traz a paz a todos sem exceção. Porque vem da parte de Deus, e, nele, nós somos filhos de Deus. A divisão entre judeus e pagãos, crentes e não crentes, brancos e negros, homem e mulher ou qualquer outra posição não pode ser aceita por nós. Não tem lugar na comunidade eclesial. A comunidade é chamada a exercer o pastoreio de Jesus, ajudada e animada pelos pastores convocados e instituídos.
O convite de Jesus para ir a um lugar tranqüilo e descansar um pouco não é detalhe que destoa no Evangelho. Criemos em nossas comunidades espaços para o descanso, o lazer e a convivência prazerosa. A vida cristã não se reduz a preceitos, pecados, orações, devoções, abstinências, jejuns ou esmolas, mas proporciona também experiências fraternas na gratuidade, no aconchego, no convívio alegre e fraterno.
Jesus Cristo é a misericórdia de Deus que nos acompanha ao longo da vida e nos conduz à casa do Pai, para aí habitarmos eternamente.
Como rebanho, encontramo-nos no regaço de nosso Pastor para refazer as forças e ouvir sua Palavra. A celebração nos afasta da correria da missão e dos afazeres da vida, para permanecermos na intimidade do Senhor, experimentarmos o seu carinho e a sua gratuidade, e prosseguirmos mais animados em nossa caminhada pascal.
Somos tocados pelo seu olhar compassivo. Sua presença amorosa se faz sentir na comunidade de irmãos que juntos celebram o sacramento de sua Palavra, que ecoa do meio dos acontecimentos, da homilia, dos cantos e do silêncio. E, num diálogo de aliança e compromisso, respondemos professando nossa fé e suplicando, desejosos, que seu Reino venha logo.
Mas é no rito eucarístico que vivemos a plena comunhão da aliança com o Senhor. Agradecidos, oferecemos com Ele nossa vida ao Pai que nos brinda com a ceia, sacramento da entrega de seu Filho na cruz.
Na comunhão de sua aliança, deixemo-nos tomar de compaixão pela multidão faminta, sofrida e desesperançada ao nosso redor. Pela força do Espírito, como bons pastores, assumimos doar nossa vida para que o mundo tenha vida e alegria.

Reflexão para o 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Leituras: 
Amós 7, 12-15; 
Salmo 84 (85); 
Carta de São Paulo aos Efésios 1, 3-14; 
Marcos 6, 7-13.

REFLETINDO

No Evangelho de Marcos, como caminho de iniciação cristã, descobrimos, passo a passo, quem é Jesus e como ser seu amigo, parceiro e discípulo. Como apóstolos, somos convocados, batizados e iluminados, para sermos enviados. O convite de Deus sempre implica num envio. Somos cristãos não para enfeitar a Igreja, nem para granjear honrarias, mas para a missão e o compromisso.
Depois de rejeitado em Nazaré, sua terra (Evangelho do domingo passado), Jesus chama os discípulos e começa a enviá-los em missão, dois a dois, com o poder de expulsar os espíritos maus e de curar os doentes. Mas impõe algumas condições:
Ir dois a dois, isto é, de mãos dadas, abraçados com a vida sonhada por Deus para todos, em harmonia e bom entendimento. O segredo é a ajuda mútua entre as pessoas que evangelizam. Havia o costume judaico de não viajar sozinho e, aqui, simboliza também a dimensão comunitária da missão.
Levar um cajado e ter sandálias nos pés significa estar disposto para uma longa caminhada. Cajado é símbolo do caminheiro do deserto, apoio nas estradas tortuosas e perigosas e identidade do servidor. “Sandálias nos pés” significa desprendimento e atitude de colocar-se a serviço sem reservas.
Levar só o necessário, evitar aparências, ser pobre para ser livre e apresentar-se pobre e sem poder. O supérfluo pesa e atrapalha a missão. O passo do peregrino do Evangelho se caracteriza pela leveza e rapidez.
Contentar-se com a hospitalidade do caminho. Hospitalidade não está no conforto de uma residência, mas na Igreja e na paz experimentadas, frutos da Palavra partilhada. Na verdade, simboliza o exercício da missão com gratuidade, sem esperar recompensas e muito menos pagamentos. Com desapego às coisas que passam e inteiro despojamento de si mesmo. Para tanto, ter cuidado com a “poeira” dos que não aceitam o Evangelho. Não impor seus ideais e ideologias, mas comunicar os ensinamentos do Senhor com liberdade e sem medo das possíveis recusas. Nunca impor o Evangelho, pois é mais coerente com o jeito de Deus respeitar a liberdade e a opção religiosas das pessoas.

“Convertam-se e creiam no Evangelho”! Nisso está o ensinamento básico, tanto na boca de Jesus como na missão dos apóstolos. O desafio é desempenhar a missão no modo de Jesus na pedagogia dele, que veio curar e consolar. Não são discursos, mas sinais concretos: expulsar demônios, curar e libertar. Numa palavra: destruir tudo o que oprime, escraviza, rebaixa e exclui as pessoas. Abrir-se para todas as possibilidades de vida feliz e abundante para todos.
Os discípulos expulsaram “espíritos imundos e muitos demônios” e curaram vários enfermos. Espíritos imundos são todas as forças do mal, as forças que provocam doenças, que suscitam maus sentimentos e que originam opressões, violências e injustiças. Dessa forma, os Doze foram adquirindo autonomia e confiança em si mesmo, e tomaram mais consciência de que eram capazes de realizar as mesmas coisas que Jesus realizava. O enviado não escolhe a própria direção; age em nome de quem o enviou.
A leitura do Primeiro Testamento está em um contexto de crescente desigualdade entre ricos e pobres. Ricos cada vez mais ricos à custa dos pobres, sempre mais pobres. Há uma manipulação do rei à religião e ao culto. Amós, simples vaqueiro e cultivador de sicômoros, é escolhido por Deus para falar como profeta numa terra que não era sua. Ele era do sul e foi enviado a profetizar no norte. Sua palavra contesta o rei e a própria religião oficial, que encobre os desmandos dos poderosos. Foi logo rejeitado, expulso e intimado a voltar para sua região de origem, Judá.
Amós, profeta e escritor, profetiza mais ou menos em 760 a.C., no tempo de Jeroboão, rei de Israel no norte (783-743 a.C) que criou santuários em Betel e Dã. Nos santuários, colocou bezerros de ouro, Betel passou a ser “santuário do rei”. A denúncia e a inconformidade do profeta provêm de Deus para defender a vida do povo.
Deus garante que o povo lhe pertence. Ninguém poderá, mesmo em nome da religião, manipular, explorar e oprimir seu povo. Tal convicção encoraja e fortalece o profeta diante das grandes dificuldades que a missão lhe impõe.
Essa consciência política e religiosa de Amós o fará não temer os poderosos, nem fugir do compromisso profético diante da herança de Deus esmagada: o seu povo, o povo da aliança, vocacionado à liberdade, à terra e a dignidade da vida.

O Salmo 84 (85) é uma súplica coletiva. A sua compilação é posterior à volta do exílio da Babilônia. Ocupa-se com o povo reunido clamando por restauração e salvação. “A salvação está próxima e a glória de Deus vai habitar outra vez a terra. O universo inteiro vai participar de uma grande coreografia. É a dança da vida que está por começar. Já se formam os pares: Amor e Fidelidade, Justiça e Paz, Fidelidade e Justiça” (José Bortolini, Conhecer e Rezar os Salmos. Paulus. São Paulo, 2001 p.353).
O Salmo atesta que Deus está ligado à terra, símbolo da vida. Entre Ele e a terra há um diálogo aberto e uma troca de bens. Javé dá a chuva, e a terra dá alimento ao povo, e o povo, por sua vez, festeja com Deus, oferecendo os primeiros frutos produzidos pela terra. Hoje, cantamos o salmo à luz do mistério de Cristo.

Ouviremos partes da carta aos Efésios nos próximos sete domingos. Hoje em (1,3-14), encontramos um hino de benção e louvor, síntese de toda a carta. Bento XVI reafirma que é uma anáfora litúrgica, exaltando o desígnio de Deus, realizado nas pessoas por meio de Cristo.
A “benção” é uma característica da oração judaica. O israelita medita o dia todo nas intervenções de Deus em favor do seu povo. Recorda com muita alegria os benefícios por Ele concedidos e lhe rende graças, pronunciando uma “benção”.
Deus, antes da criação do mundo, pensou em nós. E, movido por seu imenso amor, não se limitou em nos dar a vida. Idealizou um plano de salvação para toda a humanidade. Decidiu que todos os homens formassem uma só pessoa com Cristo, que recebessem a sua vida divina e fossem introduzidos na sua intimidade. Deste modo, poderão ser eternamente felizes com Ele. A humanidade não está destinada à ruína e à destruição, mas à felicidade sem fim.
A bênção de Deus é considerada como eleição, libertação, recapitulação, herança prometida, dom do Espírito, presença da Páscoa de Cristo, nossa vida e ressurreição.

Lançamento da Oração Oficial marcará comemorações de um ano para o início da JMJ Rio2013


Iniciando os eventos para a contagem regressiva para um da JMJ Rio2013 será lançada, no dia 13 de julho, a Oração Oficial da Jornada, durante a “Vigília dos Jovens Adoradores”, evento que tem reunido milhares de jovens desde sua primeira edição, em novembro de 2011.
A Vigília, organizada pelo Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 e pelo Setor Juventude da Arquidiocese do Rio de Janeiro, acontece todas as segundas sextas-feiras de cada mês e para preparar espiritualmente a juventude do Rio, rezar pelos preparativos da JMJ Rio2013, pelos jovens do mundo inteiro e pelo Santo Padre.
Por isso, neste mês de julho a Vigília será ainda mais especial. Diferentemente dos outros meses, em que a Vigília é realizada dentro da Igreja de Sant’Ana, no Centro, neste mês ela começará no Largo da Carioca, às 18h30, com momentos de oração, louvor e testemunhos, conduzidos pela Comunidade Aliança de Misericórdia. A partir das 20h haverá Adoração ao Santíssimo Sacramento.
Às 22 horas será celebrada a Santa Missa presidida pelo presidente do COL e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta. Logo após haverá o lançamento da Oração Oficial da JMJ Rio2013, seguido de procissão até a Igreja de Sant’Ana, Santuário de Adoração Perpétua do Rio de Janeiro, onde os jovens ficarão até às 6h.
O evento marcará também o encerramento da Missão Thalita Kum, da Comunidade Aliança de Misericórdia, realizada desde 2009 no Rio de Janeiro, onde jovens através de dança, música e teatro evangelizam em praças, ruas e ônibus da cidade. Esta acontecerá durante toda a semana anterior à vigília.
A cada vigília o público chega a cerca de mil jovens, e a expectativa é ainda maior para este mês. E jovens do mundo todo podem acompanhar a Vigília que é transmitida ao vivo pela WEBTV Redentor (TV web da Arquidiocese do Rio de Janeiro).
Fonte: CNBB

JULHO 2012



Dia 15 
7h - Pesqueira - Catedral
10h - Arcoverde - CEDEC
19h - Pesqueira - Catedral
Dia 16 -Arcoverde
Dia 17 - Pesqueira - Catedral
Dia 18 - Pesqueira - Catedral (9h30) e São Sebastião (19h)
Dia 19 - Pesqueira - Catedral (7h e 19h)
Dia 21 - Alagoinha (11h)
Dia 22 - 9h - Arcoverde (Fundação Terra) e 17h - Belo Jardim (N. Sra. da Saúde)
Dias 23 a 25 - Buíque
Dia 25 - Arcoverde (Colégio Cardeal - Missa dos Avós - 19h)
Dia 27 - Pesqueira (Pastoral da Criança) e Arcoverde (Paróquia São Cristovão - 19h)
Dia 28 - Belo Jardim (N. Sra da Saúde- 19h)
Dia 29 - Belo Jardim (Nossa Senhora da Saúde - 7h e 17h)

Carta ao Povo de Deus da Comunidade de São Domingos, Brejo da Madre de Deus


Caríssimos irmãos e irmãs

Como Pastor desta Diocese, atento e solidário à vida do nosso povo, dirijo-me à Comunidade de São Domingos – Brejo da Madre de Deus – em vista do triste e lamentável acontecimento do último dia 11, que chocou a todos nós, causando-nos profunda tristeza e indignação.

Já seria por demais considerar o fato em uma situação onde a vítima fosse um adulto, quanto mais em se tratando de uma criança de 9 anos. O que nós assistimos em São Domingos é digno de qualquer repúdio, e clama para que se faça justiça aos culpados. A vida humana, acima de tudo, é algo que não tem preço. Aos olhos de Deus, somos filhas e filhos prediletos, preciosos, de tal forma que Jesus assumiu essa mesma natureza humana “para que todos tenham vida e a tenham em abundância (Jo. 10,10).

Nesta hora de dor e sofrimento, manifesto aqui a minha profunda solidariedade para com a família de Flânio da Silva Macedo, vítima de um ato bárbaro em vista de possível ritual e oferenda macabra. Aos familiares, a certeza de nossa oração e o nosso carinho, expressos também na pessoa do Pe. Severino Ésio, pároco local, como sinal da Igreja diocesana atenta ali às angústias de seu povo.

Porém, se por um lado o ocorrido nos parece digno de repúdio, é válido aqui também ressaltar que um erro jamais será remédio para consertar outro. Acompanhamos também por meio da mídia a reação de uma população que, em estado de revolta, deu-se ao direito de fazer justiça com as próprias mãos em atos violentos e reprováveis, em vista um encaminhamento do problema. Apelo aqui a todos para que deixem que as autoridades competentes possam, com tranquilidade, segurança e competência, conduzir as providências cabíveis frente ao que o fato requer. Jamais uma violência consertará outra. Por essa razão, exorto, mais uma vez a Comunidade de São Domingos, naqueles que o possam fazer, a que antes de tudo se coloquem em estado de disponibilidade e solicitude para favorecer o andamento das investigações, sem fazer mais uso da violência para remediar os fatos.

Quero, portanto, com esta mensagem, que todos saibam da nossa preocupação e solidariedade para com o povo de São Domingos, particularmente com os familiares da criança. Reafirmo ainda a todos o nosso pedido para que guardem a tranquilidade e o equilíbrio nesta hora. Contem sempre com nosso apoio. Asseguro-lhes, por fim, nossas orações e nosso carinho de pastor, pai e amigo.

O Deus que é Amor, vos abençoe hoje e sempre.

Pesqueira, 12 de julho de 2012.


Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR
Bispo Diocesano

Cáritas Diocesana de Pesqueira lança campanha do agasalho 2012


A Cáritas da Diocese de Pesqueira convida as Paróquias, os Empresários, os Grupos, os Movimentos, as Pastorais e a sociedade civil a ajudar as famílias carentes a enfrentar o inverno com mais segurança e dignidade!
Contribua para que o inverno seja um período menos difícil para quem precisa! Este ano a temperatura da Solidariedade vai subir!
Fortaleça os laços de Solidariedade: Doe agasalhos!
Guarda-Roupa não sente frio. Não esqueça: um cabide vazio pode ser o sorriso de quem precisa. Nada melhor para acabar com o frio do que o calor humano! Participe doando roupas e agasalhos em bom estado!
Articulador - Risaldo Gomes da Silva
Fonte: Diocese de Pesqueira/ Cáritas Diocesana

"Dou graças ao Senhor por ter dado à Igreja tão generoso pastor ", diz o Papa sobre dom Eugênio

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O Papa Bento XVI expressou pesar pela morte do Cardeal Eugênio de Araújo Sales, que faleceu na noite de segunda-feira, 9 de julho, no Rio de Janeiro. No telegrama que enviou ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, o Santo Padre manifesta sua estima pelo cardeal brasileiro.

Leia a íntegra do telegrama enviado ao Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta:

Exmo Revmo Dom Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro

Recebida a triste notícia do falecimento do venerado Cardeal Eugênio de Araújo Sales, depois de uma longa vida de dedicação à Igreja no Brasil, venho exprimir meus pêsames a si e aos bispos auxiliares, ao clero e comunidades religiosas, e aos fiéis da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que por três décadas teve nele um intrépido pastor, revelando-se autêntica testemunha do evangelho no meio do seu povo. Dou graças ao Senhor por ter dado à Igreja tão generoso pastor que, nos seus quase setenta anos de sacerdócio e cinquenta e oito de episcopado, procurou apontar a todos a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade, em permanente atenção pelos mais desfavorecidos, na fidelidade ao seu lema episcopal: “impendam et superimpendar” (gastarei e gastar-me-ei por inteiro por vós). Enquanto elevo fervorosas preces para que Deus acolha na sua felicidade eterna este seu servo bom e fiel, envio a essa comunidade arquidiocesana, que lamenta perda dessa admirada figura, à Igreja no Brasil, que nele sempre teve um seguro ponto de referência e de fidelidade à Sé Apostólica, e a quantos tomam parte nos sufrágios animados pela esperança da ressurreição, uma confortadora bênção apostólica.

Benedictus PP. XVI

Presidente da República lamenta morte de dom Eugênio

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A presidenta Dilma Rousseff emitiu, nesta terça-feira, 10 de julho, uma nota de pesar pelo falecimento do cardeal dom Eugênio de Araújo Sales. Ela afirma que o arcebispo emérito do Rio de Janeiro "deixa seu nome inscrito na história da Igreja Católica pelo relevante papel que desempenhou em toda a sua vida".

Leia a nota:
"O cardeal Dom Eugenio de Araújo Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro, deixa seu nome inscrito na história da Igreja Católica pelo relevante papel que desempenhou em toda a sua vida. Em sua trajetória, a preocupação social sempre esteve associada ao trabalho eclesiástico, como bem sintetizam as Campanhas da Fraternidade, uma de suas iniciativas, que marcam a ação da igreja em todo o Brasil. Neste momento de pesar, levo minha solidariedade ao povo do Rio de Janeiro e a todos os admiradores, familiares e amigos de D. Eugenio.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Morre o fundador da Campanha da Fraternidade

“Dom Eugênio Sales foi o grande responsável pela existência da Campanha da Fraternidade”, afirma padre José Adalberto Vanzella, doutor em Teologia, secretário executivo do regional nordeste 5 da CNBB. Artigo seu sobre o tema foi enviado à sede da Conferência em Brasília.
Padre Vanzella lembra que para compreender a participação de Dom Eugênio na campanha da Fraternidade da CNBB, “precisamos conhecer o processo histórico que possibilitou o surgimento da referida campanha. Este processo iniciou-se na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Durante a Segunda Guerra Mundial, Natal foi escolhida pelos Estados Unidos como lugar estratégico para comandar as tropas que lutavam no norte da África e, no final de 1941, a cidade, que tinha menos de 60.000 habitantes, recebeu 20.000 soldados norte americanos, o que gerou uma grande desordem social. O crescimento da cidade foi vertiginoso, de modo que, em 1950, a sua população era de 103.215 habitantes, o que significou um crescimento populacional de 84,18% em uma década. Se esse índice de crescimento fosse mantido, Natal seria hoje pelo menos quatro vezes mais populosa e uma das cinco maiores cidades do país”.
O crescimento referido por padre Vanzella, no artigo, “veio acompanhado de sérios problemas que desafiaram a Igreja. Quem respondeu inicialmente aos desafios foi a Ação Católica que, a partir de 1945, deixa de ter apenas objetivos religiosos e missionários para se preocupar também com os problemas sociais, o que acontece com a realização da Primeira Semana da Ação Católica. O assistente eclesiástico das Senhoras da Ação Católica de Natal era o padre Nivaldo Monte. Ainda em 1945, o padre Eugênio de Araújo Sales, diretor espiritual do Seminário Menor São Pedro, de Natal, criou a Juventude Masculina Católica, e logo associou-se ao padre Nivaldo Monte na tarefa de responder aos desafios sociais da cidade de Natal. O resultado dessa união foi o estabelecimento de reuniões mensais, a partir de 1948, para discussão dos assuntos sendo que, aos poucos, todo o clero de Natal envolveu-se com a questão. O resultado dessas reuniões foi o surgimento do Movimento de Natal, que tem como referência de seu surgimento o ano de 1948, com ações sociais em diferentes frentes”.
Em 1961, segundo padre Vanzella, a Cáritas Brasileira idealizou uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição, buscando autonomia financeira para a prática da solidariedade. Era uma campanha de coleta que deveria acontecer no tempo da quaresma colhendo os frutos do jejum e da penitência. Essa atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada, pela primeira vez, na Quaresma de 1962, em Natal (RN), a pedido do então Administrador Apostólico Sede Plena, dom Eugênio de Araújo Sales, que havia sido nomeado bispo auxiliar em 1954 e, em 1962, assumiu a direção da Arquidiocese. A iniciativa contou com adesão de outras três dioceses e apoio financeiro dos bispos norte-americanos. No ano seguinte, dezesseis dioceses do Nordeste realizaram a Campanha, sendo que o local onde ela obteve maior sucesso foi a Arquidiocese de Fortaleza, principalmente por causa do estímulo, apoio e comprometimento do seu arcebispo, dom José de Medeiros Delgado.
“Em 1963, na cidade de Nisia Floresta, quatro religiosas da Congregação Missionária de Jesus Crucificado realizaram, à luz do Concílio Vaticano II que estava em andamento, uma experiência de inserção, indo morar na paróquia que era sede vacante e atuando como verdadeiras vigárias, inseridas também no contexto da Arquidiocese de Natal. Ao constatar a péssima condição de vida do povo e a necessidade de uma ação mais efetiva de solidariedade, criaram a Marcha da Solidariedade, caminhada a pé passando de casa em casa recolhendo doações para a solidariedade”, escreve padre Vanzella. “Esta caminhada usava de todos os recursos disponíveis como carro de som, faixas, cartazes, etc., e todos os meios de locomoção e acontecia na semana que precedia o Domingo de Ramos, terminando no domingo. Nesta caminhada, arrecadavam todos os tipos de doações, como roupas, utensílios domésticos, alimentos, remédios e, principalmente, produtos da agricultura local como o coco, mandioca, abóbora, etc. Alguns produtos eram distribuídos diretamente e outros comercializados nas feiras livres da região. Com os recursos angariados, eram comprados objetos que respondiam às necessidades da população como alimentos, redes, roupas, panelas, etc., que as irmãs distribuíam para as pessoas carentes nas suas próprias casas. A comunidade que mais participou desta atividade em Nísia Floresta foi a de Timbó, distante cinco quilômetros da sede, onde estive presidindo a Eucaristia e fiz uma reunião com os moradores que narraram fatos do início da Campanha da Fraternidade e pediram explicações sobre a situação atual da referida Campanha”.
No artigo, padre Vanzella lembra que “durante o desenvolvimento do Concílio Vaticano II, o Cardeal Suenens fez um discurso, no final da primeira sessão, que gerou uma discussão entre o episcopado brasileiro sobre a realização de uma campanha de arrecadação de fundos para a ação social. A consequência dessa discussão foi que, durante uma reunião dos Bispos do Brasil, na casa Domus Mariaeem Roma, que aconteceu em outubro de 1963, foi aprovada a realização da Campanha da Fraternidade em âmbito nacional, seguindo o modelo que acontecia no Estado do Rio Grande do Norte”.
A partir das decisões desta reunião, segundo o texto do padre Vanzella, “Dom Helder Câmara, Secretário-Geral da CNBB, escreveu uma circular a todos os bispos do Brasil, datada de 26 de dezembro de 1963, que ficou conhecida como ´certidão de nascimento da Campanha da Fraternidade´ na qual coloca os seus princípios fundamentais: ´Excelência: É, provavelmente, do seu conhecimento o plano de uma Campanha Nacional, na linha de coletas que são feitas na Alemanha Católica. Embora ainda estejamos estudando com técnicos em publicidade o lançamento desta promoção, permita a confiança fraterna de enviar-lhe o primeiro esboço do que está ocorrendo como sugestão. Por favor, envie-nos uma primeira reação urgente: a) Em tese, a ideia lhe agrada? b) A Diocese de V. Excia. aderirá à Campanha? c) Que impressão lhe causa o material remetido? Tem sugestões a apresentar? Aguardo suas instruções e suas ordens o amigo em Jesus Cristo”.
“A criação da Campanha da Fraternidade, no Rio Grande do Norte, não foi um ato isolado na vida de Dom Eugênio, mesmo porque este ato foi um avanço num processo que ele vinha desenvolvendo há anos. Todos esses fatos nos mostram como a caridade moveu o seu coração, assim como a sua sensibilidade em relação ao sofrimento humano, que se mostrou presente em toda a sua vida como, principalmente nos trabalhos que ele realizou em Salvador e no Rio de Janeiro”, conclui padre Vanzella.

Igreja se despede de dom Eugênio de Araújo Sales

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É com pesar que o Regional Leste 1 da CNBB noticia o falecimento do arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio, Cardeal dom Eugênio de Araújo Sales, na noite de segunda-feira, 9 de julho de 2012. Aos 91 anos, dom Eugênio faleceu em casa, no Rio de Janeiro.
Seu lema, fundamentado na Carta de São Paulo aos Coríntios, era: “Impendam et Superimpendar” (2Cor 12,15: “De mui boa vontade darei o que é meu, e me darei a mim mesmo pelas vossas almas, ainda que, amando-vos mais, seja menos amado por vós”). Era o mais antigo cardeal da Igreja Católica.
O corpo de dom Eugênio chegará na Catedral de São Sebastião às 12h desta terça-feira, dia 10 de julho, onde, segundo informações postadas no facebook e no twitter do Arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, acontecerá o velório do cardeal, com missas de duas em duas horas.
O sepultamento será na própria Catedral, no final da tarde de quarta-feira, 11 de julho.

Cardeal Dom Eugênio Sales morre aos 91 anos no Rio


Morreu, na noite desta segunda-feira, aos 91 anos, na capital fluminense, o cardeal Dom Eugenio de Araujo Sales, arcebispo emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Dom Eugênio morreu na Residência Assunção, onde morava, na Estrada do Sumaré, na zona norte do Rio. Segundo a Arquidiocese, o mais antigo cardeal da Igreja Católica morreu por volta das 23 horas por causas naturais. Até a 0h45 desta terça-feira, 10, o corpo do religioso era preparado para ser velado na Catedral São Sebastião, no centro do Rio.
Arquidiocese informou que, nos últimos dias, a rotina de Dom Eugênio, que não possuía nenhuma enfermidade grave, limitava-se entre o quarto e no gabinete, onde lia jornais e assistia à TV. Natural de Acari, no Rio Grande do Norte, Dom Eugênio chegou a ter o nome cogitado entre os candidatos a Papa, depois da morte de João Paulo I.
Em nota divulgada na madrugada desta terça-feira, o governador do Rio, Sérgio Cabral, lamenta a morte de Dom Eugenio Sales e decreta luto oficial de três dias no Estado. "Dom Eugenio Sales era amado pelo povo do Rio de Janeiro. Nas últimas décadas, a sua liderança religiosa foi a mais importante do nosso Estado. Vamos decretar três dias de luto", afirma Cabral.

LANÇADO DE MODO EXTRA OFICIAL O CARTAZ DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013

cartaz_CF_2013

Foi apresentado na noite de sexta-feira, 6 de julho, na ExpoCatólica, em São Paulo, o Cartaz da Campanha da Fraternidade 2013, que tem como tema “Fraternidade e Juventude”, e lema: “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). Realizada no auditório Cantareira, do Expo Center Norte, a cerimônia contou com a presença de bispos, autoridades civis, sacerdotes, religiosos, jornalistas e empresários.

O diretor geral das Edições CNBB, Padre Valdeir Goulart disse que o lançamento oficial será realizado em agosto, em Brasília, junto com o texto base e os subsídios. "Como o cartaz já estava pronto, porque os bispos o escolheram no mês passado, decidimos apresentar na ExpoCatólica, especialmente aos meios de comunicação e aos empresários", disse o sacerdote.

Em 2013, os dois eventos juntos, a ExpoCatólica Rio e Bote Fé Brasil ocuparão 200 mil m² do Centro de Exposições Riocentro, tendo início dentro da programação oficial da Semana Missionária e se estendendo para os dias da Jornada.

14º DOMINGO DO TEMPO COMUM (08/07)



Leituras


1ª leitura:
Leitura da Profecia de Ezequiel
Naqueles dias, o Espírito entrou em mim e fez-me levantar. Ouvi então Alguém que me dizia: «Filho do homem, Eu te envio aos filhos de Israel, a um povo rebelde que se revoltou contra Mim. Eles e seus pais ofenderam-Me até ao dia de hoje. É a esses filhos de cabeça dura e coração obstinado que te envio, para lhes dizeres: ‘Eis o que diz o Senhor’. Podem escutar-te ou não - porque são uma casa de rebeldes -, mas saberão que há um profeta no meio deles».

SALMO RESPONSORIAL – Salmo 122 (123)
Refrão: Os nossos olhos estão postos no Senhor, até que Se compadeça de nós.Levanto os olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
como os olhos do servo
se fixam nas mãos do seu senhor.

Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,
assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus,
até que tenha piedade de nós.

Piedade, Senhor, tende piedade de nós,
porque estamos saturados de desprezo.
A nossa alma está saturada do sarcasmo
dos arrogantes e do desprezo dos soberbos.


2ª leitura
Leitura da Segunda Epístola do apóstolo São Paulo aos CoríntiosIrmãos: Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne,
um anjo de Satanás que me esbofeteia - para que não me orgulhe. Por três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder». Por isso, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte.


Evangelho
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-n’O. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? Não é ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?» E ficavam perplexos a seu respeito. Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa». E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.

REFLEXÃO

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 14º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.


2. BILHETE DE EVANGELHO.
Os ouvintes estão admirados, chocados… Como poderia Jesus fazer milagres quando se punha em dúvida as suas palavras de profeta e os seus atos de salvador? Com efeito, os seus conterrâneos olham-n’O apenas com os olhos de carne, só vêem n’Ele o filho do carpinteiro com quem tinham jogado, trabalhado, escutado a lei na sinagoga… Não reconhecem n’Ele o enviado de Deus. Falta-lhes o olhar da fé para ler no seu ensino a mensagem de Deus e nos seus milagres sinais do Todo-Poderoso. E quanto a nós, como está o nosso olhar de fé, ao vermos Jesus e os seus sinais de salvação?


3. À ESCUTA DA PALAVRA.
Testemunho profético… Afinal, o que é um profeta? A ideia mais espalhada é que é alguém que prevê e anuncia o futuro. Esses profetas não faltam hoje… Ora, como Ezequiel, o verdadeiro profeta está habitado, em primeiro lugar, pelo Espírito Santo, para ser em seguida enviado aos seus irmãos em humanidade e lhes anunciar a Palavra de Deus. Mas não se trata de uma missão de descanso! A Palavra de Deus inquieta sempre, porque convida os homens a descentrarem-se de si mesmos. Ezequiel é enviado a um povo de rebeldes, que têm o rosto duro e o coração obstinado. Nestas circunstâncias, não é fácil fazer-se ouvir. A missão do profeta não é prazer. Jesus fez a experiência… Basta ver a atitude dos seus conterrâneos… A própria família tinha tentado impedi-lo de falar. Ora, pelo nosso batismo e confirmação, todos somos chamados a ser profetas, a deixarmo-nos habitar pelo Espírito, pela Palavra de Deus, para nos tornarmos arautos e testemunhas onde vivemos. O Concílio Vaticano II, recuperando esta missão profética dos baptizados, declara que estes últimos recebem todos o sentido da fé e a graça da palavra, a fim de que brilhe na sua vida quotidiana a força do Evangelho. Os cristãos não devem esconder este testemunho e esta palavra no segredo do seu coração, mas devem exprimi-lo também através das estruturas da vida do mundo. Há que tomar a sério esta missão profética!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
A cada um o seu chamamento… Cada um de nós pode refletir qual é o chamamento pessoal do Senhor, à volta de três palavras: vocação – graça – dificuldades. Qual é a minha vocação, a que é que Deus me chama, aonde me envia? Como se manifesta em mim a sua graça? Quais as dificuldades que encontro, como as ultrapassar? Viveremos então, no recomeço do ano, um novo início de caminhada.


Fonte: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=365

Pe. Edson retorna das férias à Diocese

Depois de um mês ausente da Diocese em suas férias, Pe. Edson retornou nesta segunda feira (02/07) a Pesqueira. 
Durante as férias, Pe. Edson esteve, a convite da Paróquia Santo Antonio dos Bancários, Arquidiocese de São Paulo, para duas atividades: uma foi a animação da Trezena de Santo Antonio com pregações e catequese. A festa este ano teve como foco central a família, destacando elementos do Catecismo da Igreja Católica, em virtude de se tratar do ano da fé. A cada noite da trezena, Pe. Edson ficou encarregado do conteúdo doutrinário para a comunidade, com grande participação dos fieis.
Um segundo momento do Padre em São Paulo foi a Semana de Eclesiologia que ele ministrou na Paróquia, contando com a participação de leigos e leigas de outras paróquias da Arquidiocese de São Paulo. O tema principal da Semana foi o Concílio Ecumênico Vaticano II, por se tratar dos 50 anos de sua abertura neste ano.
Maiores informações, inclusive fotos, podem ser vistas no site www.santoantoniobancarios.com.br

Terminadas essas atividades, Pe. Edson aproveitou o restante dos dias para visitas a famílias amigas de nossa região que residem em São Paulo, retornando logo depois às suas atividades na Diocese, também seu trabalho de evangelização pela música, bem como a retomada deste blog que a partir de agora passará a manter o seu ritmo normal de postagens.

Reflexão para o Domingo da Santíssima Trindade (03.06.2012)

Leituras
Dt 4,32-34.39-40
Moisés falou ao povo, dizendo: «Interroga os tempos antigos que te precederam, desde o dia em que Deus 
criou o homem sobre a terra. Dum extremo ao outro dos céus, sucedeu alguma vez coisa tão prodigiosa? Ouviu-se porventura palavra semelhante? Que povo escutou como tu a voz de Deus a falar do meio do fogo e continuou a viver? Qual foi o deus que formou para si uma nação no seio de outra nação, por meio de provas, sinais, prodígios e combates, com mão forte e braço estendido, juntamente com tremendas maravilhas, como fez por vós o Senhor vosso Deus no Egito, diante dos vossos olhos? Considera hoje e medita no teu coração que o Senhor é o único Deus, no alto dos céus e cá em baixo na terra, e não há outro. Cumprirás as suas leis e os seus mandamentos, que hoje te prescrevo, para seres feliz, tu e os teus filhos depois de ti, e tenhas longa vida na terra que o Senhor teu Deus te vai dar para sempre». 

Salmo 32 (33) 
Refrão: Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança. 
A palavra do Senhor é reta, da fidelidade nascem as suas obras. 
Ele ama a justiça e a retidão: a terra está cheia da bondade do Senhor. 
A palavra do Senhor criou os céus, o sopro da sua boca os adornou. 
Ele disse e tudo foi feito, Ele mandou e tudo foi criado. 
Os olhos do Senhor estão voltados para os que O temem, para os que 
esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas 
e os alimentar no tempo da fome. 
A nossa alma espera o Senhor: Ele é o nosso amparo e protetor. 
Venha sobre nós a vossa bondade, porque em Vós esperamos, Senhor.

Romanos 8,14-17 
Irmãos: Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Vós não recebestes um espírito de escravidão para recair no temor, mas o Espírito de adoção filial, pelo qual exclamamos: «Abba, Pai». O próprio Espírito dá testemunho, em união com o nosso espírito, de que somos filhos de Deus. 
Se somos filhos, também somos herdeiros, herdeiros de Deus e herdeiros com Cristo; se sofrermos com Ele, também com ele seremos glorificados.

Mt 28,16-20
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galiléia, em direção ao monte que Jesus lhes indicara. 
Quando O viram, adoraram-n'O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e fazei discípulos de todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». 

Refletindo...

Na primeira leitura, Jahwéh revela-se como o Deus da relação, empenhado em estabelecer comunhão e familiaridade com o seu Povo. É um Deus que vem ao encontro dos homens, que lhes fala, que lhes indica caminhos seguros de liberdade e de vida, que está permanentemente atento aos problemas dos homens, que intervém no mundo para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime e para nos oferecer perspectivas de vida plena e verdadeira. 
A segunda leitura confirma a mensagem da primeira: o Deus em quem acreditamos não é um Deus distante e inacessível, que se demitiu do seu papel de Criador e que assiste com indiferença e impassibilidade aos dramas dos homens; mas é um Deus que acompanha com paixão a caminhada da humanidade e que não desiste de oferecer aos homens a vida plena e definitiva. 
No Evangelho, Jesus dá a entender que ser seu discípulo é aceitar o convite para se vincular com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Os discípulos de Jesus recebem a missão de testemunhar a sua proposta de vida no meio do mundo e são enviados a apresentar, a todos os homens e mulheres, sem exceção, o convite de Deus para integrar a comunidade trinitária.

Reflexão para o Domingo de Pentecostes (27/05/2012)


Leituras: 
At 2, 1-11; Sl 103 (104) 
1Cor 12, 3b-7.12-13 ou Gl 5, 16-25 
Jo 20, 19-23 ou Jo 15, 26-27; 16,12-15.
“O amor de Deus foi derramado em nossos corações 
pelo seu Espírito que habita em nós, aleluia!”
           Com a celebração do Domingo de Pentecostes, encerram-se os cinquenta dias (em grego: Pentecostes) do tempo pascal. A primeira leitura nos mostra que a efusão do Espírito Santo, fruto do Mistério Pascal de Jesus, coincide com a festa judaica das semanas, e tinha esse nome pelo simbolismo numérico de plenitude (7semanas x7 dias= 49 dias; na antiguidade celebrava-se um dia depois; sendo considerado este dia o mais solene, 49+1= 50 dias!).
                 Em origem tratava-se de uma festa agrícola, de agradecimento a Deus pela colheita do trigo e da cevada. Por volta do I século esta festa adquire o sentido de celebração da aliança entre Deus e seu povo. Era uma festa muito sentida em Israel. Nessas ocasiões vinham judeus de várias localidades distantes de Jerusalém, em peregrinação. Muitas vezes chegavam pela época da Páscoa, e aí ficavam para celebrar, cinquenta dias depois, a festa das semanas. “Residiam em Jerusalém judeus piedosos procedentes de todas as nações que há debaixo do céu” (Primeira leitura). 
            Receber o Espírito Santo nesse dia de festa judaica dá um sentido novo à própria história precedente: se antes Deus havia firmado uma aliança com seu povo eleito, agora a nova aliança se dá com o novo Israel, isto é, a Igreja. A salvação agora é concedida por meio de Cristo a toda a humanidade, a toda raça, língua, povo e nação (cf. Ap 5, 9).
               O sentido mais profundo das imagens que esta leitura contém nos remete à Igreja, formada pelo primeiro núcleo apostólico, mas também pela Igreja formada por nós reunidos em assembleia. 
           A Igreja recebe o Espírito Santo, proveniente das entranhas do próprio Ressuscitado (cf. Evangelho), e se põe a falar em línguas: mais do que o milagre em si, a imagem do “falar em línguas”, nos coloca diante do mistério da comunicação. 
                Falar uma língua é externar o mais íntimo de nosso ser; aprender a falar uma língua estrangeira ou mesmo uma dicção, ou jeito de pronúncia, diferente daquela de nosso Estado de origem, é abrir-se ao outro, é superar o próprio ego, o próprio horizonte e descobrir o mistério da comunhão na diversidade: “realizai agora no coração dos fieis as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho” (Oração do Dia). 
              Também a imagem do corpo usada por Paulo na segunda leitura, ilustra bem essa dimensão da união na diversidade, do serviço em função do amor para com o outro: os membros são diversos, mas todos são animados pelo espírito presente no corpo. 
             As imagens do fogo e do vento são o cenário muitas vezes das teofanias divinas, isto é, da revelação de Deus ao seu povo. Também aqui, a presença desses elementos ligados à presença do Espírito de Deus (“No calor sois brisa/ Chama que crepita...” cf. Sequência de Pentecostes), nos põem diante do cenário da aliança: Deus quer por meio de seu Espírito, nos levar à verdade, à comunhão plena consigo: “Concedei-nos, ó Deus, que o Espírito Santo nos faça compreender melhor o mistério deste sacrifício e nos manifeste toda a verdade segundo a promessa do vosso Filho” (Oração sobre as oferendas). Afinal, “desde o nascimento da Igreja, é ele [O Espírito Santo] quem dá a todos os povos, o conhecimento do verdadeiro Deus; e une, numa só fé, a diversidade das raças e línguas” (Prefácio: o mistério de Pentecostes).

Fonte: www.nospassosdepaulo.com.br

Pe. Edson Rodrigues fará pregações em São Paulo em junho

           
          A convite da Paróquia Santo Antonio, Região Pastoral Santana, da Arquidiocese de São Paulo, o Pe. Edson viaja neste sábado (26/05) com compromissos agendados para pregações na Trezena de Santo Antônio. O convite partiu do Pe. Geremias Gomes dos Santos, pároco local, e motivado pela festa celebrada ano passado, onde o Pe. Edson teve grande atuação nas pregações e animação litúrgica.
          A festa será aberta pelo Padre na próxima sexta, dia 1º, e vai até o dia 13, com procissão e missa de encerramento. 
           O material a ser utilizado na festa foi também elaborado pelo Pe. Edson. Como parte dos conteúdos do livreto litúrgico constam elementos de doutrina e catequese, fazendo menção ao fato de 2012 ser o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI.

Disco novo

        Além das festividades de Santo Antonio e outros compromissos pastorais, Pe. Edson irá a São Paulo para produção e encaminhamentos finais do seu mais novo CD "Deus me ouviu por Jesus", trabalho com 14 canções inéditas e com lançamento previsto para o mês de agosto deste ano. É aguardar e conferir.

Eleito novo Conselho Presbiteral da Diocese de Pesqueira

          

          Na manhã de hoje (24/05), aconteceu a reunião do Clero Diocesano de Pesqueira, sob a presidência de Dom José Luiz Ferreira Salles, novo bispo. A primeira parte do encontro foi dedica à eleição do novo Conselho Presbiteral. Foram eleitos 9 membros titulares e dois suplentes. Porém, o Conselho ficou formado por 13 padres visto que, de acordo com o regimento, são membros natos do Conselho: o  Vigário Geral, o Reitor do Seminário, o Coordenador de Pastoral e o Representante do Clero junto ao Regional Nordeste 2.
          Assim sendo, ficou constituído o novo Conselho Presbiteral de Pesqueira para um exercício com vigência de 2 anos os seguintes sacerdotes:
1. Pe. Eduardo de Freitas Valença - Vigário Geral
2. Pe. Marconni Barbosa - Representante do Clero e Adm. da Catedral
3. Pe. Luiz Benevaldo dos Santos - Reitor do Seminário Propedêutico
4. Pe. Samuel Briano - Coord. da Pastoral  e Adm. de S. Sebastião - Jataúba
5. Pe. Adilson Simões - CEDEC - Santuário da Divina Misericórdia
6. Pe. Pedro Monteiro dos Santos - Pároco N. Sra. da Conceição - Sertânia
7. Pe. Adeildo Sebastião Ferreira - Pároco de N. Sra.do Livramento - Arcoverde
8. Pe. Fábio Pereira dos Santos - Adm. de São José - Venturosa
9. Pe. Marcílio Dimas dos Santos - Adm. de São Geraldo - Arcoverde
10. Pe. José Luiz Gomes da Silva - Adm. de São Cristovão - Arcoverde
11. Pe. Danilo Soares de Souza -- Adm. de São José - Brejo da Madre de Deus
12. Pe. Ronaldo Bernardo de Lima - Adm. São Pedro - Belo Jardim
13. Frei Francisco (Fr. Chico) - Convento São Francisco - Pesqueira

Suplentes
1. Pe. Eliseu Francisco dos Santos - Adm. Serra dos Ventos - Belo Jardim
2. Pe. Paulo Cesar do Nascimento - Adm. N. Sra. do Carmo - Pesqueira

Evangelho do dia e reflexão (23/05/2012)


Evangelho - Jo 17,11b-19

Naquele tempo: Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: "Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura. Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, 
a fim de que eles também sejam consagrados na verdade".

Reflexão
Jesus, antes de partir, ora ao Pai por todos nós. Ele sabe que todos nós precisamos da graça divina para permanecer fiéis a Deus. Os valores que nós acreditamos não são os valores do mundo, e o mundo nos odeia porque não acreditamos nos seus valores. Os nossos valores atrapalham os interesses de quem é deste mundo, pois este mundo é marcado pelo egoísmo, pelo ódio, pela mentira e pela morte, enquanto que nós pregamos o amor, a solidariedade, a verdade e a vida em abundância. Nós não devemos fugir dos desafios do mundo, mas sim transformar o mundo através dos valores que acreditamos.

Clero de Pesqueira e novo Bispo se encontram para eleição do Conselho Presbiteral

         
           Acontecerá amanhã (24/06) o primeiro encontro oficial do Clero da Diocese de Pesqueira com Dom José Luiz, o novo Bispo. A reunião terá início a partir das 8h30 com a Oração das Laudes na Capela do Seminário São José. Em seguida, o Clero se dirigirá à sua sala para encaminhamento da pauta. 
        Dentre os diversos assuntos previstos, um deles merecerá destaque e atenção especial de todos os sacerdotes presentes:  será a eleição do novo Conselho Presbiteral.. 

O que é o Conselho Presbiteral?

         Trata-se de um grupo de onze padres ( nove titulares e dois suplentes) eleitos pelo voto secreto do Clero. Os Conselheiros eleitos tem a função específica de auxiliar o Bispo Diocesano nos assuntos referentes à vida da Diocese em âmbito pastoral e/ou administrativo. O número de conselheiros varia de uma Diocese pra outra, de acordo com as suas necessidades e o seu tamanho.
        Com a transferência de Dom Francisco Biasin para o Rio de Janeiro, o antigo Conselho Presbiteral perdeu sua vigência. Faziam parte dele os seguintes padres: Titulares: Frei Francisco Gonçalves (hoje não mais residente na Diocese), Pe. Eduardo Valença,. Pe. Fábio dos Santos, Pe, José Maria (há 30 dias falecido), Pe. Cazuza, Pe. Júlio Miguel ( também hoje não mais residente na Diocese), Pe. Marconni, Pe. Pedro Francisco, Pe. Ronaldo Bernardo e Pe. Adilson Simões. 
Suplentes: Pe. Júnior e Pe. Samuel Briano.

Compromissos do Bispo para o final do mês

           A agenda de Dom José Luiz segue intensa neste mês com a visita a todas as Paróquias da Diocese, bem como encontro com todas as instâncias pastorais e administrativas. Tendo já passado pelas demais paróquias, até o final do mês de maio Dom José deverá ainda visitar Sertânia, Belo Jardim (N. Sra. da Saúde), Venturosa, Arcoverde (São Cristovão), Poção, Pedra e Jataúba.

Evangelho do dia e reflexão (22/052012)

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo 
segundo João 17,1-11a

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: "Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste. Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti". 
Palavra da Salvação.

REFLEXÃO

Antes de partir para junto do Pai, Jesus reza por todos nós e o Evangelho de São João registra essa oração que ficou conhecida como Oração Sacerdotal de Jesus. Jesus inicia esta oração rezando por si mesmo, uma vez que ele sabe que a paixão está chegando e que deve estar preparado para sofrer. Em seguida, Jesus diz ao Pai que cumpriu a missão que lhe foi confiada,de modo que o Nome de Deus foi manifestado aos homens sendo que sua mensagem foi acolhida e muitos reconheceram-no como o enviado do Pai para, em seguida, rezar por todos os que creram em suas palavras.

Fonte: Liturgia da CNBB

Frei Damião será celebrado em festa tradicional no Nordeste

 Começará na próxima semana, a 15ª edição da tradicional festa de Frei Damião de Bozzano. De 24 a 27 e 31 de maio, o Convento São Félix de Cantalice, sob os cuidados da Ordem dos Capuchinhos, localizado no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, promoverá missas, procissão, louvores e bençãos. A programação foi divulgada, ontem, em coletiva à Imprensa.
No primeiro dia dos festejos acontecerá uma missa, às 19h, de abertura na Igreja Matriz do Pina e, em seguida, procissão luminosa com o Santíssimo Sacramento até o Convento de São Félix.
No próximo dia 25, além da realização de missas e de atendimentos às confissões haverá um louvor, às 19h, com a participação do frei Damião da Silva e banda Guerreiros da Fé. 
No dia 26, às 17h, ocorrerá a missa da vigília de Pentecostes. 
No dia seguinte (27), está marcado para ser o ponto mais alto da programação, por causa da sessão de encerramento do processo de beatificação e canonização de Frei Damião. A solenidade será presidida pelo arcebispo de Recife e Olinda, dom Fernando Saburido. 
No próximo dia 31, durante à tarde, será a vez da adoração ao Santíssimo Sacramento. “Estamos encerrando a fase diocesana do processo que foi iniciada em 2003. É um trabalho intenso que requer cuidados. Possui várias etapas com a reunião de diversos documentos e materiais sobre a vida de frei Damião. Foram ouvidas, oficialmente, cerca de 45 pessoas que puderam atestar, principalmente, as virtudes de fé dele. Estamos enviando o documento para Roma no próximo mês. A previsão de análise do pedido pela Santa Sé deve durar dois anos”, explicou o postulador, espécie de advogado da causa, frei Jociel Gomes.
Uma novidade que poderá ser conferida a partir de hoje, é o site www.freidamiao.com.br onde os fiéis terão a oportunidade de ler a biografia, ter acesso às orações, informações sobre voluntariado, entre outras.
Fonte: Folha de Pernambuco

Igreja no Brasil começa a preparar o Mês da Bíblia 2012


A Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-catequética da CNBB definiu que, no Mês da Bíblia dos próximos quatro anos (2012-2105), serão estudados os evangelhos de Marcos (2012), Lucas (2013) e Mateus (2014), conforme a sequência do Ano Litúrgico, completando com o estudo de João em 2015.
No Mês da Bíblia deste ano de 2012, será estudado o evangelho de Marcos a partir do tema “Discípulos Missionários a partir do evangelho de Marcos” e do Lema “Coragem! Levanta-te, ele te chama!” (Mc 10,49).
O material – livro para aprofundamento e círculos bíblicos- já está pronto e poderá ser adquirido nas Edições CNBB: vendas@edicoes.cnbb.com.br .

Fonte: www.cnbb.org.br

CANÇÃO-MENSAGEM



POR OCASIÃO DA PROXIMIDADE DA FESTA DE CORPUS CHRISTI, LEMBRO ESTA CANÇÃO QUE FIZ O CONGRESSO EUCARÍSTICO JOVEM REALIZADO EM ARCOVERDE HA ANOS PASSADOS. 
QUEM SABE, CANTA E RECORDA. QUEM NÃO A CONHECE, ESCUTA, APRENDE E DIVULGA.

Reflexão para a Solenidade da Ascensão do Senhor (20/05/2012)


Leituras 

LEITURA 1- At 1,1-11
         No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, até ao dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruçðes pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. Foi a eles que Jesus se mostrou vivo depois da sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias, apareceu-lhes falando do Reino de Deus. Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: 'Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias''. Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: 'Senhor, é agora que vais restaurar o Reino em Israel?' Jesus respondeu: 'Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e na Samaria, e até os confins da terra'. Depois de dizer isto, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não mais podiam vê-lo. Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: 'Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu, virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu'. Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL - Salmo 46 (47)
R. Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

Povos todos do universo, batei palmas,*
gritai a Deus aclamações de alegria!
Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,*
o soberano que domina toda a terra.R.


Por entre aclamações Deus se elevou,*
o Senhor subiu ao toque da trombeta.
Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,*
salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!R.


Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,*
ao som da harpa acompanhai os seus louvores!
Deus reina sobre todas as nações,*
está sentado no seu trono glorioso.R.

LEITURA II - Ef 1,17-23
Irmãos: O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente. Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania ou qualquer título que se possa nomear não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. Sim, ele pôs tudo sob os seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal. Palavra do Senhor.

EVANGELHO - Me 16,15-20
Naquele tempo:Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: 'Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados'. Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam. Palavra da Salvação.

REFLETINDO

O evangelho de hoje é quase um resumo dos Atos dos Apóstolos. O Cristo glorioso confia aos apóstolos a missão e já prediz aquilo que o livro dos Atos descreve com relação a essa missão: o poder de Cristo acompanha seus discípulos na pregação. O texto insiste mais nos sinais que acompanham a palavra do que no conteúdo da mesma palavra. 
“Deus estava com eles”. O Senhor glorioso, estabelecido no “poder”, dá uma força incrível aos que pregam o seu “nome” (16,17b; cf. At 3). Isso continua verdade ainda hoje. A evangelização hoje é acompanhada por sinais que causam tanta admiração quanto os “milagres” descritos em Mc 16,17-18: - pessoas que conseguem livrar–se do vício, do fascínio do lucro; -comunidades que se baseiam não na competição, mas na comunhão; - apóstolos que parecem abolir as fronteiras humanas; - pessoas que, sem serem complexadas, vivem o matrimônio (ou a virgindade) em fidelidade. Será que tudo isso é menos significativo do que pegar em cobras ou beber veneno? 
          O evangelho não depende de sinais. Mas, onde há fogo, sai fumaça: a presença do evangelho não pode deixar de chamar a atenção. Transforma a realidade lá onde menos se espera. A Ascensão de Cristo ao céu nos torna os encarregados da missão à qual ele preside, agora em sua glória. Manifestamos seu nome, e os sinais confirmam o seu “poder”, que se encarna na pregação do evangelho. O evangelho não deixa nunca as coisas como estão. Essa é a mensagem de hoje. 
           Depois da ressurreição, Jesus deixou sua missão terrena e subiu aos céus, confiando sua missão aos seus. E o “Senhor cooperava com eles”. Depois da Páscoa, tudo mudou. Antes, Jesus era o profeta rejeitado; depois ele apareceu entrando na glória do Pai – que assim mostrou aos discípulos que Jesus teve razão naquilo que ensinou e realizou. 
         Antes, Jesus chamava os discípulos para serem seus colaboradores; depois, ele é quem “coopera com eles”, pois agora sua obra está nas mãos deles. Jesus encerra sua atividade terrena e entrega sua missão aos discípulos. E ordenou-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura”. Mas prometeu-lhes forças extraordinárias para cumprirem sua missão. Quem se empenha de corpo e alma – pela causa de Deus – faz maravilhas, enquanto o acomodado nada consegue. 
     Movidos pelo amor ao Senhor, os apóstolos se jogaram na pregação e coisas inimagináveis aconteceram. E ficamos ainda hoje, admirados do que fizeram. Por exemplo: José de Anchieta, Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, e tantos mais …. 
         A festa da Ascensão do Senhor nos ensina a fazer de Jesus realmente “o Senhor da nossa vida” e a arriscar tudo para levara sua missão adiante – sem se preocupar com o que virá pela frente …. pois ele coopera conosco (muito mais do que imaginamos!) e coopera de modo extraordinário! Não que o extraordinário em si seja uma prova da divindade. O extraordinário muitas vezes alimenta o sensacionalismo, o exótico, o fantástico, que chama a atenção. Ora, na pregação o extraordinário tem simplesmente a função de sinal quando mostra o Espírito do Ressuscitado a impulsionar o mensageiro, quando faz reconhecer Jesus como Senhor e como aquele que coopera com seus seguidores, como aquele que tem força para mudar o mundo, quando os seus se empenham por isso. 
         Mas esse poder não serve para a glória própria ! Serve para o amor, serve para o projeto pelo qual Jesus deu a vida. Não se pode esquecer de que Jesus veio para servir e dar a vida, não para conquistar e ter mais e mais … poder. Veio para manifestar o amor do Pai. O extraordinário na evangelização serve para manifestar que o amor de Deus, tornado visível em Jesus Cristo, tem sempre a última palavra. 
Há grupos que fazem tanta questão de fatos extraordinários … de milagres a toda hora … apostam tudo e toda mensagem em coisas sensacionais. Esquecem-se de que o extraordinário é apenas um sinal (que pode existir ou não) e não a causa principal que está em jogo. Trocam a mensagem pelo milagre. Se não houver milagre … nada feito … Deus não age e não pode ser encontrado. Alguns ficam tão “deslumbrados” que fazem mais milagres do que o mesmo Jesus fez. Será que alguma coisa não está errada? Será que é isto que Jesus quis e quer ao enviar os discípulos a pregar o Reino de Deus? 
Extraordinário mesmo é apresentar o projeto que Jesus trouxe, a causa que ele abraçou. E essa causa é o amor de Cristo que nos impulsiona.              
Só para lembrar algumas coisas que deveras seriam extraordinárias hoje: - transformar as estruturas de nossa sociedade enferrujada em seu egoísmo; - alcançar a vitória da justiça sobre a corrupção; - a vitória da vida sobre as enfermidades; - a vitória da solidariedade sobre o individualismo; - a vitória da dignidade da vida sobre as muitas formas de degeneração, degradação e vício… Extraordinário mesmo é o que, nas circunstâncias mais contrárias, fala desse amor. Aí “Ele” aparece cooperando conosco. 
          A atitude de ficar olhando para o céu nos lembra Eliseu, recebendo o espírito de Elias (2 Rs 2,11). E nós? Nós já olhamos para o céu e recebemos o Espírito. Está na hora de continuar a missão e o amor de Jesus no meio do mundo. Jesus nos prometeu a força do Espírito Santo. Essa força é a confirmação de que ele continua conosco. A comunidade continuará agindo na história segundo o Espírito de Jesus. 
          “Pai Santo, guarda-os no teu nome para que sejam um como nós”… quando eu estava com eles, eu os guardava em teu nome… “não peço que os tires do mundo, mas que os livres do maligno… como Tu, Pai, estás em mim e eu em ti, que eles estejam em nós, para que o mundo creia que me enviaste” (Jo 17, 11.12.15.21).

A PALAVRA APLICADA AO NOSSO DIA A DIA

+ A ressurreição/ascensão de Jesus garante-nos, antes de mais, que uma vida vivida na fidelidade aos projetos do Pai é uma vida destinada à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Quem percorre o mesmo "caminho" de Jesus subirá, como Ele, à vida plena.
+ A ascensão de Jesus recorda-nos, sobretudo, que Ele foi elevado para junto do Pai e nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projeto libertador no meio dos homens nossos irmãos. É essa a atitude que tem marcado a caminhada histórica da Igreja? Ela tem sido fiel à missão que Jesus, ao deixar este mundo, lhe confiou?
+ O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia?
Qual o real impacto desse testemunho na nossa família, no local onde desenvolvemos a nossa atividade profissional, na nossa comunidade cristã ou religiosa?
+ É relativamente frequente ouvirmos dizer que os seguidores de Jesus gostam mais de olhar para o céu do que se comprometerem na transformação da terra. Estamos, efetivamente, atentos aos problemas e às angústias dos homens, ou vivemos de olhos postos no céu, num espiritualismo alienado? Sentimo-nos questionados pelas inquietações, pelas misérias, pelos sofrimentos, pelos sonhos, pelas esperanças que enchem o coração dos que nos rodeiam? Sentimo-nos solidários com todos os homens, particularmente com aqueles que sofrem?

CANÇÃO-MENSAGEM DO MÊS

ONDE ESTÁ O PÃO?

        Fiz essa canção para dizer da vergonha que devemos sentir ao ver o nosso país que, embora se diga cristão, não aprendeu ainda, de verdade, o que isto significa? No lugar onde exista uma pessoa passando fome, jamais ali poderá se dizer que morem pessoas cristãs de verdade. 

         Espero que goste da canção.

Mensagem do Papa para o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais - Dia 20 de maio de 2012



          No próximo dia 20 de maio de 2012, solenidade da Ascensão do Senhor, será celebrado o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O tema proposto para este ano pelo papa Bento XVI em sua mensagem para esta data é “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”.
      Para ajudar no aprofundamento da temática, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB enviou para todas as Arquidioceses e Dioceses do Brasil um livreto contendo a mensagem do papa; uma reflexão do presidente da Comissão, dom Dimas Lara Barbosa; e sugestões de como celebrar a data. Leia abaixo na íntegra mensagem do Papa:

Silêncio e Palavra: caminho de evangelização

Amados irmãos e irmãs,
          Ao aproximar-se o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2012, desejo partilhar convosco algumas reflexões sobre um aspecto do processo humano da comunicação que, apesar de ser muito importante, às vezes fica esquecido, sendo hoje particularmente necessário lembrá-lo.   Trata-se da relação entre silêncio e palavra: dois momentos da comunicação que se devem equilibrar, alternar e integrar entre si para se obter um diálogo autêntico e uma união profunda entre as pessoas. 
          Quando palavra e silêncio se excluem mutuamente, a comunicação deteriora-se, porque provoca certo aturdimento ou, no caso contrário, cria um clima de indiferença; quando, porém, se integram reciprocamente, a comunicação ganha valor e significado.
          O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. 
          Deste modo, abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de “ecossistema” capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons.
          Grande parte da dinâmica atual da comunicação é feita por perguntas à procura de respostas.   Os motores de pesquisa e as redes sociais são o ponto de partida da comunicação para muitas pessoas, que procuram conselhos, sugestões, informações, respostas. Em nossos dias, a Rede vai-se tornando cada vez mais o lugar das perguntas e das respostas; mais, o homem de hoje vê-se, frequentemente, bombardeado por respostas a questões que nunca se pôs e a necessidades que não sente. O silêncio é precioso para favorecer o necessário discernimento entre os inúmeros estímulos e as muitas respostas que recebemos, justamente para identificar e focalizar as perguntas verdadeiramente importantes. Entretanto, neste mundo complexo e diversificado da comunicação, aflora a preocupação de muitos pelas questões últimas da existência humana: Quem sou eu?      Que posso saber? Que devo fazer? Que posso esperar? É importante acolher as pessoas que se põem estas questões, criando a possibilidade de um diálogo profundo, feito não só de palavra e confrontação, mas também de convite à reflexão e ao silêncio, que às vezes pode ser mais eloquente do que uma resposta apressada, permitindo a quem se interroga descer até o mais fundo de si mesmo e abrir-se para aquele caminho de resposta que Deus inscreveu no coração do homem.
         No fundo, este fluxo incessante de perguntas manifesta a inquietação do ser humano, sempre à procura de verdades, pequenas ou grandes, que deem sentido e esperança à existência. 
        O homem não se pode contentar com uma simples e tolerante troca de cépticas opiniões e experiências de vida: todos somos perscrutadores da verdade e compartilhamos este profundo anseio, sobretudo neste nosso tempo em que, “quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais” (Mensagem 
para o Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2011).
         Devemos olhar com interesse para as várias formas de sites, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus. Na sua essencialidade, breves mensagens – muitas vezes limitadas a um só versículo bíblico – podem exprimir pensamentos profundos, se cada um não descuidar do cultivo da sua própria interioridade. 
         Não há que surpreender-se se, nas diversas tradições religiosas, a solidão e o silêncio constituem espaços privilegiados para ajudar as pessoas a encontrar-se a si mesmas e àquela Verdade que dá sentido a todas as coisas. O Deus da revelação bíblica fala também sem palavras: “Como mostra a cruz de Cristo, Deus fala também por meio do seu silêncio. O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra Encarnada. (...) 
         O silêncio de Deus prolonga as suas palavras anteriores. Nestes momentos obscuros, Ele fala no mistério do seu silêncio” (Exort.ap. pós-sinodal Verbum Domini, 30 de setembro de 2010, n. 21). No silêncio da Cruz, fala a eloquência do amor de Deus vivido até o dom supremo. Depois da morte de Cristo, a terra permanece em silêncio e, no Sábado Santo – quando “o Rei dorme (…), e   Deus adormeceu segundo a carne e despertou os que dormiam há séculos” (cf. Ofício de Leitura do Sábado Santo) –, ressoa a voz de Deus cheia de amor pela humanidade.
          
Se Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus. “Temos necessidade daquele silêncio que se torna contemplação, que nos faz entrar no silêncio de Deus e assim chegar ao ponto onde nasce a Palavra, a Palavra redentora” (Homilia durante a Concelebração Eucarística com os Membros da Comissão Teológica Internacional, 6 de outubro de 2006). 
         Quando falamos da grandeza de Deus, a nossa linguagem revela-se sempre inadequada e, deste modo, abre-se o espaço da contemplação silenciosa. Desta contemplação nasce, em toda a sua força interior, a urgência da missão, a necessidade imperiosa de “anunciar o que vimos e ouvimos”, a fim de que todos estejam em comunhão com Deus (cf. 1Jo 1,3). A contemplação silenciosa faz-nos mergulhar na fonte do Amor, que nos guia ao encontro do nosso próximo, para sentirmos o seu sofrimento e lhe oferecermos a luz de Cristo, a sua Mensagem de vida, o seu dom de amor total que salva.
          Depois, na contemplação silenciosa, surge ainda mais forte aquela Palavra eterna pela qual o mundo foi feito, e identifica-se aquele desígnio de salvação que Deus realiza, por palavras e gestos, em toda a história da humanidade. Como recorda o Concílio Vaticano II, a Revelação divina realiza-se por meio de “ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal modo que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido” (Const. dogm. Dei Verbum, 2). E tal desígnio de salvação culmina na pessoa de Jesus de Nazaré, mediador e plenitude de toda a Revelação. Foi Ele que nos deu a conhecer o verdadeiro Rosto de Deus Pai e, com a sua Cruz e Ressurreição, nos fez passar da escravidão do pecado e da morte para a liberdade dos filhos de Deus. A questão fundamental sobre o sentido do homem encontra a resposta capaz de pacificar a inquietação do coração humano no Mistério de Cristo. É desse Mistério que nasce a missão da Igreja, e é esse Mistério que impele os cristãos a tornar-se anunciadores de esperança e salvação, testemunhas daquele amor que promove a dignidade do homem e constrói a justiça e a paz.
         Palavra e silêncio. Educar-se em comunicação quer dizer aprender a escutar, a contemplar, para além de falar; e isto é particularmente importante paras os agentes da evangelização: silêncio e palavra são ambos elementos essenciais e integrantes da ação comunicativa da Igreja para um renovado anúncio de Jesus Cristo no mundo contemporâneo. A Maria, cujo silêncio “escuta e faz florescer a Palavra” (Oração pela Ágora dos Jovens Italianos em Loreto, 1-2 de setembro de 2007), confio toda a obra de evangelização que a Igreja realiza através dos meios de comunicação social.

Vaticano, 24 de janeiro de 2012 – Dia de São Francisco de Sales.
Benedictus PP XVI

"Leva-se uma vida pra saber o que é ter mãe!"


UMA CANÇÃO-MENSAGEM 
EM HOMENAGEM A TODAS AS MÃES

Desculpa-me depois de tanto tempo porque te magoei aquela vez
Desculpa-me por tantos contratempos 

que a minha rebeldia te causou

                Desculpa, minha mãe por não ter dito um Deus te pague
               Desculpa minha mãe por não saber te agradecer
              Desculpa pelas faltas de respeito, 

             desculpa este teu filho que cresceu

Eu lembro aquela sopa no vestido e aquela colherada no nariz
Eu lembro aquele tombo na calçada e aquela acusação tão infeliz

              Desculpa-me mamãe por te tentar fazer de boba
             Que bobo que era eu quando tentei de enganar
            Desculpa-me por tantos descaminhos
           Desculpa este teu filho que cresceu.

O tempo caminhou depressa e apesar dos meus defeitos 

acabei virando alguém
Teu coração não tinha pressa, sabia que eu iria me encontrar

                     Agora que eu me achei procuro a mãe que eu tive
                    Pra dar-lhe um beijo agradecido e atrasado mas feliz
                    Desculpa-me mamãe pela demora imensa
                   Leva-se uma vida pra entender o que é ter mãe...


(Pe. Zezinho, scj)